Rodrigo Vilela
A demora da direita na decisão pela escolha de um nome para ocupar o mandato-tampão para o governo, eleito via Alerj, e até mesmo para definir se o ocupante da gestão temporária do Palácio Guanabara seguirá para a disputa de outubro, tem gerado mal-estar no PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. A impressão de membros do partido é de que há perda de tempo, enquanto a pré-campanha de Eduardo Paes, que se coloca como a principal força de oposição nas eleições deste ano, tem conseguido apoios valiosos.
Nesta quinta-feira, por exemplo, Paes conseguiu o apoio do MDB de Washington Reis, enquanto Flávio Bolsonaro viajou para os Estados Unidos em busca de apoios estrangeiros à sua campanha à Presidência. A reunião entre ele, o governador Cláudio Castro e outros caciques bolsonaristas só vai ocorrer na próxima semana. Como dito por aqui, partidos como o Progressistas assistem às movimentações e já dialogam com a campanha de Paes.
O temor é que o PL fique “ilhado”, diante da postergação da definição. O apoio do União Brasil, por outro lado, é dado como certo ao PL.
União-PP assiste com calma
Fundamental na disputa pelo governo do Rio devido à sua influência, a federação PP-União observa com calma às movimentações que podem definir um nome para ocupar o mandato-tampão. Em uma movimentação que pode destoar da disputa nacional, na qual os partidos de Centro se mostram mais propensos a apoiar a empreitada de Flávio Bolsonaro à Presidência – ainda que em um eventual segundo turno – o Progressistas dialoga com a campanha de Eduardo Paes no Rio e espera uma definição do PL para escolher seu lado.
Caciques do partido ouvidos pela reportagem afirmam que a possibilidade de estarem com Paes não está descartada, caso não se chegue ao consenso por um nome no partido de Jair Bolsonaro para ser governador temporariamente e seguir para as urnas.
Já o presidente nacional do União, Antônio de Rueda, deve ser candidato a deputado federal pelo Rio nas eleições deste ano, o que deixa o partido mais propenso a seguir ao lado de Castro.
No ano passado, Rueda ordenou a saída dos seus correligionários do governo e criticou o Palácio do Planalto por, supostamente, operar no vazamento de dados contra ele. Isto o impediria de estar no palanque de Lula. Outro nome do União que estará com Castro é Márcio Canella, que deixará a prefeitura de Belford Roxo para se candidatar ao Senado.
Canela é entusiasta da candidatura de Douglas Ruas.






Deixe um comentário