Em breve cerimônia nesta quinta-feira (22), o ex-ministro da Justiça e ex-senador Flávio Dino, de 55 anos, assumiu como novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Apenas o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, falou. Não houve espaço para discursos no evento, que, entre centenas de autoridades, contou com a presença dos presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva; do Senado, Rodrigo Pacheco; da Câmara, Arthur Lira; e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Dino poderá ficar no STF pelos próximos 20 anos, até alcançar a idade-limite. Ele foi conduzido a seu lugar no tribunal pelo decano da Corte, Gilmar Mendes, e pelo então ministro mais novo, Cristiano Zanin.
“Eu me limito a fazer uma brevíssima saudação de boas-vindas ao ministro Flávio Dino, que é uma pessoa recebida por todos nós com muita alegria. Um homem público, que serviu ao Brasil, em muitas capacidades, e nos Três Poderes”, disse Barroso, depois de empossar Dino.
“Na verdade, a presença maciça nesse plenário de pessoas de visões políticas das mais diversas apenas documentam como o agora ministro Flávio é uma pessoa respeitada e querida pela comunidade jurídica, política e pela sociedade brasileira. E a presença de todas as pessoas, de todas visões documentam a vitória da democracia e institucionalidade, da civilidade”, completou Barroso.
Ao assumir a cadeira no STF, Dino vai herdar um acervo de 340 processos em tramitação, entre ações e recursos. Entre esses casos, está o que inclui as conclusões finais da CPI da Covid do Senado e tem como um dos alvos o ex-presidente Jair Bolsonaro. O ex-presidente foi acusado pelo colegiado de incitação ao crime porque teria estimulado a população a se aglomerar, não usar máscara e não se vacinar.
Com informações do g1





