247 — A ex-presidente do Brasil e presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como banco dos BRICS, Dilma Rousseff, defendeu em seu discurso na abertura da 8ª Reunião Anual da instituição financeira, em Xangai, a possibilidade de que os países que integram o bloco adotem uma moeda única em suas transações comerciais e financeiras.
“Não deixa de ser uma ideia. Tem que ser considerada”, disse Dilma. A criação de uma moeda única para o Mercosul foi abordada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira (29).
Ainda segundo Dilma, “o mundo está passando por transformação. Não é uma moeda contra outra. Não é discutir. Queremos somar. Vamos continuar a buscar mercado de dólar. Mas vamos considerar que é muito importante o mercado asiático e de moedas locais”.
Dilma destacou, ainda, que uma das prioridades de sua gestão à frente do NBD é o aumento do fornecimento de crédito em moedas locais. “Minha principal missão é contribuir para que o banco se fortaleça”, ressaltou.” Um dos mecanismos para isso é aumentar a capacidade para levantar fundos em todos os mercados, baseado em todas as moedas – dólar, euro e nas moedas alternativas dos mercados locais, afirmou mais à frente.
“Assim sendo, quando tomam emprestado, tomam em moedas que não são relativas a eles, como o dólar ou euro, ficando sujeitos aos problemas derivados de crises, baseada em questões cambiais, e sujeitos a absorver todos os choque e flutuações que possam ocorrer quando politica monetária mude de direção”, disse Dilma citando as recentes alterações na política monetária dos Estados Unidos. EUA.
Segundo ela, a tendência pelo uso de moedas locais ganhou força após a crise financeira de 2008 e com a regionalização do comércio e que “o mundo vai transitar para a moeda digital”. Vai surgir uma multilateralidade de moedas. E acho que vai surgir essa moeda digital. Se tiver isso, vários países usarão para o comércio”, afirmou.





