Diante de pressão do PP, Fufuca repete Sabino e tenta fazer sucessor no Esporte

Com prazo até terça-feira para deixar o cargo, ministro defende continuidade de aliado maranhense à frente da pasta

O ministro do Esporte, André Fufuca (PP), começou a articular a escolha de seu sucessor diante da pressão de seu próprio partido para que deixe o governo Lula. Segundo aliados próximos e fontes do Palácio do Planalto, Fufuca apresentou como nome para assumir a pasta o atual secretário-executivo, Diego Galdino de Araújo.

Assim como o ministro, Galdino é maranhense e integra sua equipe desde abril de 2024. Antes de ocupar o cargo atual, foi secretário-executivo adjunto do Ministério da Justiça durante a gestão de Flávio Dino. A proximidade entre os dois reforça a intenção de Fufuca de manter influência sobre os rumos do ministério mesmo após sua saída.

Pressão do partido

O PP, comandado pelo senador Ciro Nogueira (PI), deu prazo até a próxima terça-feira (7) para que Fufuca entregue o cargo. A cobrança foi feita publicamente por Nogueira, que já havia manifestado insatisfação com a permanência de quadros da sigla em ministérios do governo federal.

Nos bastidores, Fufuca afirma a aliados que não pretende se indispor com seu padrinho político e que a transição deve ocorrer de maneira negociada. Para isso, insiste na manutenção de Diego Galdino, sob a justificativa de que o ministério “ainda precisa fazer muitas entregas” e não pode sofrer descontinuidade administrativa.

Estratégia semelhante à de Sabino

A postura de Fufuca repete a de Celso Sabino (União Brasil), que também buscou emplacar sua secretária-executiva, Ana Carla Lopes, como sucessora no Ministério do Turismo. No entanto, a proposta enfrentou resistência do Palácio do Planalto, que prefere assumir a escolha sem interferência direta dos atuais titulares.

No caso do Esporte, a decisão final dependerá das negociações entre o Planalto e a cúpula do PP. A estratégia de Fufuca expõe a dificuldade do governo em conciliar pressões partidárias com a necessidade de estabilidade na gestão das pastas.

Cenário em aberto

Enquanto aguarda a definição, Diego Galdino segue à frente das funções administrativas do ministério e tem mantido a rotina de reuniões e acompanhamento de projetos. A permanência de um aliado próximo pode representar, para Fufuca, a continuidade de sua influência política na área, mesmo fora do cargo.

O impasse deve ser resolvido nos próximos dias, em meio a um xadrez político que envolve não apenas o futuro do Ministério do Esporte, mas também a articulação da base governista no Congresso.

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