A Escadaria Baden Powell, em Copacabana, foi palco nesta terça-feira (20) da segunda edição da lavagem promovida pelo Bloco do Saci e pelo programa Rosas no Caminho. A atividade ocorreu no feriado católico dedicado a São Sebastião, padroeiro do Rio, e também marcou o Dia de Oxóssi, celebrado por praticantes de religiões de matriz africana, como a Umbanda e o Candomblé, nas casas de axé.
A iniciativa repete a ação realizada no ano passado e integra o calendário de manifestações culturais que ocupam o espaço público da cidade no dia 20 de janeiro. No sincretismo religioso afro-brasileiro, Oxóssi é associado a São Sebastião — relação simbólica presente em diferentes tradições religiosas no Rio.
A lavagem foi conduzida por baianas, com água de cheiro e pétalas de flores, acompanhadas por ogãs e pelo toque de atabaques. O ritual teve a supervisão da yalorixá Alba de Oyá e reuniu participantes ligados a terreiros, blocos e movimentos culturais.
Após a lavagem, o grupo seguiu em cortejo até a Praça Manoel Campos da Paz, na esquina das ruas Barata Ribeiro e Inhangá, acompanhado por batuqueiros, foliões e uma bateria criada especialmente para o evento. A participação foi aberta ao público, com convite para que pessoas levassem seus próprios instrumentos.
Escadaria como símbolo cultural
Localizada ao lado da Sala Municipal Baden Powell, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, a escadaria é um mosaico de arte urbana feito com azulejos, espelhos e cerâmicas reaproveitadas. A obra foi criada pelos artistas Júlio Pedroso e Pablo Aníbal Romero Cardozo e também é conhecida como Escadaria AmoRal — junção das palavras amor e moral.
O espaço se firmou nos últimos anos como ponto de manifestações culturais e artísticas no bairro.
Bloco do Saci e carnaval
A programação desta terça-feira também incluiu a escolha do samba-enredo do Bloco do Saci para o carnaval de 2026. Três composições participaram da disputa, com votação popular. O vencedor recebeu uma miniatura do estandarte da agremiação, criada pela artista plástica Helenice Dornelles, diretora de arte do bloco e porta-bandeira.
Fundado há três anos, o Bloco do Saci adota fantasia livre e mistura referências do folclore brasileiro com elementos da cultura afro-brasileira.






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