Que a pizza faz parte da rotina dos brasileiros não é novidade. Presente principalmente nos encontros familiares e nas noites de fim de semana, o prato segue impulsionando o setor de alimentação fora do lar. Entre abril de 2025 e março de 2026, o consumo de pizzas movimentou R$ 11 bilhões em todo o País, consolidando o segmento como um dos mais relevantes do mercado.
Os dados fazem parte de um levantamento realizado pelo Instituto Foodservice Brasil (IFB), divulgado em comemoração ao Dia da Pizza, celebrado em 10 de julho. A pesquisa aponta crescimento de 3% no faturamento em relação aos 12 meses anteriores.
Apesar da alta na receita, o volume de pedidos apresentou retração. No período analisado, foram registradas cerca de 375 milhões de transações, número 4% inferior ao do levantamento anterior, indicando que o valor médio gasto pelos consumidores aumentou.
Consumo cresce mesmo com menos pedidos
O desempenho do setor revela uma mudança no comportamento do consumidor. Embora a quantidade de compras tenha diminuído, o faturamento avançou graças ao aumento do tíquete médio das vendas.
Segundo o estudo Consumer Eating Share Trends (Crest), desenvolvido pelo IFB, a pizza deixou de ser um alimento consumido apenas em ocasiões especiais e passou a integrar a rotina dos brasileiros.
Os principais motivos apontados pelos consumidores para escolher o prato são o hábito e a indulgência, ambos citados por 49% dos entrevistados, reforçando o caráter de conveniência e prazer associado ao consumo.
Noite concentra maior parte das refeições
A pesquisa também mostra que o período noturno segue sendo o principal momento para consumir pizza. Cerca de 71% das refeições com o prato acontecem durante a noite, mantendo uma tradição já consolidada entre os brasileiros.
Outro dado do levantamento revela que os homens representam a maior parcela dos consumidores, respondendo por 54% do consumo registrado.
Pizzarias de bairro lideram preferência
Quando o assunto é o local da refeição, as pizzarias de bairro aparecem na liderança da preferência dos consumidores, concentrando 18% das escolhas.
Na sequência aparecem os estabelecimentos de alto padrão, com 17%, e os restaurantes especializados em pratos servidos à mesa, que representam 14% do consumo.
Os resultados demonstram que, mesmo diante de mudanças nos hábitos de compra, o mercado de pizzas continua aquecido, sustentado pela fidelidade dos consumidores e pela forte presença das pizzarias tradicionais espalhadas pelo País.






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