O fim da cerimônia de cremação da cantora e compositora Angela Ro Ro foi marcado por emoção, aplausos e uma chuva de pétalas na tarde desta terça-feira (9), no Cemitério e Crematório da Penitência, no Caju, Zona Portuária do Rio de Janeiro. Amigos e fãs se reuniram para prestar a última homenagem à artista, que morreu na segunda-feira (8), aos 75 anos.
O velório aconteceu na Capela Ecumênica I, das 13h às 16h, e foi aberto ao público, permitindo que admiradores se despedissem de uma das vozes mais marcantes da música popular brasileira.
Angela Ro Ro estava internada desde julho no Hospital Silvestre, no Cosme Velho, em razão de uma crise renal e uma infecção pulmonar grave. Durante a hospitalização, passou por traqueostomia e hemodiálise. Após um procedimento cirúrgico, sofreu uma parada cardíaca. O falecimento foi confirmado por seu amigo e produtor, Paulinho Lima.
Sntes da internação, a artista chegou a recorrer às redes sociais pedindo ajuda financeira, em razão das dificuldades provocadas por sua condição de saúde. “Sem perspectiva de alta ou cura para trabalhar, humildemente peço ajuda a vocês”, escreveu em uma publicação.
Trajetória marcante na música brasileira
Nascida Angela Maria Diniz Gonsalves, a cantora ganhou o apelido de Ro Ro ainda na infância, por conta da voz grave que se tornaria sua marca registrada. Pianista desde os cinco anos, iniciou sua carreira nos anos 1970, após uma temporada na Itália, onde conheceu o cineasta Glauber Rocha.
Ao longo das décadas, Angela construiu uma obra sólida e original, marcada por interpretações intensas e composições que atravessaram gerações. Sua voz única e personalidade forte a transformaram em referência da música popular brasileira, admirada tanto pelo público quanto por colegas de profissão.
A despedida desta terça-feira reforçou o legado deixado por Angela Ro Ro, celebrada não apenas pela arte, mas também pela autenticidade com que viveu e cantou suas verdades.






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