Desembargadores se desentendem em sessão do TRF-2, do Rio de Janeiro (assista ao vídeo)

André Fontes e Simone Schreiber, dois desembargadores da 1ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, localizado no Rio de Janeiro, bateram boca durante a última sessão realizada no corte, por videoconferência. Em alguns momentos, os dois chegaram a elevar o tom de voz e a usar indiretas e ironia. Só ontem o…

André Fontes e Simone Schreiber, dois desembargadores da 1ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, localizado no Rio de Janeiro, bateram boca durante a última sessão realizada no corte, por videoconferência. Em alguns momentos, os dois chegaram a elevar o tom de voz e a usar indiretas e ironia. Só ontem o vídeo da discussão se tornou público. A informação é do colunista Guilherme Amado, do Metrópoles.

A divergência pública ocorreu durante a votação de um pedido de embargos infringentes de um caso. Fontes, que foi voto vencido, criticou, de forma indireta, a manifestação da desembargadora, negando que sustentou seu voto em cima da “preclusão pro judicato”.

“O voto crítico por crítico, uma premissa que não é verdadeira, só traz divergências e desnecessárias discussões como esta. Todos nós somos nomeados pelo presidente da República. Ninguém é melhor do que ninguém”, disse o desembargador, sem citar a desembargadora.

Ao fim da fala do colega, Simone Schreiber pediu a palavra e afirmou que seu voto não era “crítico por crítico”. Disse que Fontes havia mencionado a “preclusão pro judicato” três vezes no voto.

Fontes, então, interrompeu Schreiber seguidas vezes, para justificar sua defesa. A desembargadora afirmou: “Agora quem está falando sou eu”.

Em um dos momentos mais acalorados da discussão, Fontes disse que há registros em que Schreiber o insulta, que a desembargadora faz críticas a ele e que ela não tem “autoridade constitucional” para falar dele.

Ao que ela respondeu: “Vossa Excelência só se comporta assim comigo”.

Ao fim, Fontes pede para que ela leia o voto e diz, com ironia, que ele tem falta de visão, ao que ela ri, também de forma irônica.

Após alguns segundos, a discussão termina e ele registra o resultado da sessão.

Assista ao vídeo do desentendimento no TRF-2:

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