Deputados da Alerj se manifestam sobre atos de vandalismo no Rio e cobram providências

Um grupo de deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) da base do governo e da oposição se manifestaram sobre os atos de vandalismo realizados por milicianos, na segunda-feira (23/10), na Zona Oeste do Rio. A onda de ataques incendiou 35 ônibus, uma composição de trem e destruiu carros de passeio. Segundo os parlamentares, a…

Um grupo de deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) da base do governo e da oposição se manifestaram sobre os atos de vandalismo realizados por milicianos, na segunda-feira (23/10), na Zona Oeste do Rio. A onda de ataques incendiou 35 ônibus, uma composição de trem e destruiu carros de passeio. Segundo os parlamentares, a ação deve ser classificada como atos de terrorismo e a resposta deve ser a altura.

Presidente da Comissão de Segurança Pública e de Assuntos da Polícia da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o deputado Márcio Gualberto (PL), convocou o colegiado para uma reunião de emergência, nesta terça-feira (24), e afirmou que não são iniciativas “pirotécnicas” ou “midiáticas” que produzirão resultados satisfatórios.

“Os atores armados não estatais precisam ser tratados com o máximo rigor e legalidade, pois devem entender que o crime não compensa”, concluiu.

Já o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia, Rodrigo Amorim (PTB), declarou que as próximas duas reuniões do colegiado serão para tratar de projetos relativos à Segurança Pública no estado. Nas palavras do deputado, atacar um meio de transporte coletivo é algo inqualificável. Ele ainda cobrou que a legislação seja cada vez mais dura com os criminosos.

A oposição também não deixou o episódio passar em branco e centrou fogo no governo. Para a deputada Martha Rocha (PDT), o grande culpado pela crise na segurança é o governador Cláudio Castro. Ex-chefe da Polícia Civil, a parlamentar diz que a segurança pública está partilhada, insinuando as questões políticas, e que o governador não tem um plano de contingência para conter a escalada de violência.

O deputado Luiz Paulo também foi na mesma linha, lembrando que Cláudio Castro era vice-governador de Wilson Witzel quando este prometeu resolver os problemas da segurança com “um tiro na cabecinha”.

“O ex-governador foi cassado e, hoje, Cláudio Castro está perdido. É claro que a segurança pública sempre foi um problema, mas agora está em níveis exponenciais. E de fato o ato é terrorista. Mas a culpa é do governador Cláudio Castro, e estou abismado com o nível de incompetência para procurar resolver o problema”, disse.

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