Deputado Quaquá, vice-presidente do PT, admite que partido pode ficar fora da chapa de Paes este ano

“A prioridade do PT é a reeleição do Lula em 2026. Eduardo Paes deve deixar a prefeitura para disputar o governo, portanto vai escolher alguém da sua confiança. Nossa relação com ele não admite faca no pescoço”, disse Quaquá

O PT pode ficar fora da chapa do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), que tentará a reeleição este ano. O vice-presidente nacional do partido, Washington Quaquá, disse à CNN que o mais importante para a sigla é a reeleição do presidente Lula em 2026 e que, por pretender deixar o cargo para disputar o Governo do Estado em 2026, Paes quer alguém de sua confiança como companheiro de chapa. Isso porque o escolhido completará o seu mandato à frente do município, se Paes for reeleito.

— A prioridade do PT é a reeleição do Lula em 2026. Eduardo Paes deve deixar a prefeitura para disputar o governo, portanto vai escolher alguém da sua confiança. Nossa relação com ele não admite faca no pescoço — disse Quaquá.

 A secretária do Meio Ambiente, Tainá de Paula, também do PT, admitiu que o prefeito pode não querer o PT em seu palanque:

— O PT carioca foi categórico na vontade de indicar o vice, é o partido de Lula, nada mais justo. Mas, tem ônus também: seria interessante para o prefeito ter um nome que polarize diretamente com a extrema-direita? Seria interessante ter a esquerda ou ela irá pulverizar votos? É preciso ver as pesquisas. Eu mesma adoraria ser candidata à prefeitura, mas as vezes as responsabilidades falam mais alto — disse Tainá ao GLOBO.

Presidente do PT no Rio, João Maurício, garantiu que o partido vai apoiar Paes:

— Esse é o caminho do partido, vamos apoiar o Paes. Hoje tem uma maioria esmagadora que defende a aliança e a reeleição do prefeito. Vamos conversar com o PSD e o Paes para ter a vice e tenho certeza que no momento oportuno isso será anunciado. Temos um pleito pelo espaço.

Nos bastidores, o PT discute possíveis nomes para ocupar a vice-prefeitura. Internamente, são cotados a ministra Anielle Franco, que deveria se filiar ao PT, o secretário de Assuntos Federativos André Ceciliano e os secretários municipais Tainá de Paula (Meio Ambiente), Adilson Pires (Assistência Social), Diego Zeidan (Desenvolvimento Econômico Solidário) e Felipe Santa Cruz (Governo).

Com informações de O Globo

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