O deputado italiano Angelo Bonelli, membro da coalizão Aliança Verdes e Esquerda (AVS), levou ao Parlamento italiano o caso da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e que manifestou a intenção de se refugiar na Itália. Bonelli questionou os ministros italianos de Interior, Matteo Piantedosi, e de Relações Exteriores, Antonio Tajani, sobre a colaboração do governo italiano com o Brasil e com a Interpol, implementando o acordo de cooperação judiciária entre Itália e Brasil em matéria de extradição.
O paelamntar enfatizou que a Itália não pode se tornar um “paraíso para golpistas” e pediu uma resposta rápida do governo.
Carla Zambelli, por sua vez, declarou à CNN Brasil que está atualmente nos Estados Unidos, mas que pretende se deslocar para a Itália, país do qual possui cidadania. Ela afirmou estar “muito tranquila” quanto a isso, alegando que, como cidadã italiana, seria “intocável” na Itália. No entanto, especialistas alertam que a dupla nacionalidade não impede a extradição, citando o precedente de Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, que foi extraditado da Itália em 2015, mesmo possuindo cidadania italiana.
O deputado Bonelli também propôs uma mudança na legislação italiana que permita a revogação da cidadania italiana a indivíduos condenados por crimes de golpe ou tentativa de golpe de Estado, crimes contra a humanidade, incitação à subversão violenta da ordem constitucional ou à supressão da ordem política e jurídica do país. Ele argumentou que a Itália deve ser firme em sua postura contra golpistas e não permitir que sua cidadania seja usada como escudo para evitar a justiça.





