Deputado bolsonarista pede à PGR prisão do general Gonçalves Dias

Durante o depoimento do general Gonçalves Dias, hoje (31), na CPMI do 8 de Janeiro, o deputado Cabo Gilberto (PL-PB) informou que a oposição pediu a prisão do general em ação encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR). – A oposição, com base no artigo 129 da Constituição Federal, através da PGR, entrou com o pedido de…

Durante o depoimento do general Gonçalves Dias, hoje (31), na CPMI do 8 de Janeiro, o deputado Cabo Gilberto (PL-PB) informou que a oposição pediu a prisão do general em ação encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR).

– A oposição, com base no artigo 129 da Constituição Federal, através da PGR, entrou com o pedido de prisão do senhor ex-ministro (do Gabinete de Segurança Institucional) general Gonçalves Dias por omissão imprópria, prevaricação, ação de ofício em interesse pessoal e obstrução de justiça quando falsificou de forma dolosa relatório enviado para essa casa.

De acordo com o deputado, o pedido foi endossado por “dezenas de parlamentares da oposição”. Ele disse que “se a Justiça for correta” o general “vai ter seu pedido de prisão decretado pela Suprema Corte brasileira”. Gilberto não é integrante da CPI, mas pôde discursar após a maioria dos membros da comissão já terem usado seu tempo de fala.

O pedido de prisão de GDias já circulava entre os parlamentares da oposição antes mesmo do depoimento dele nesta quinta-feira, mas parte dos parlamentares preferiu aguardar a ida dele hoje à sessão para decidir sobre a medida.

O motivo citado pelo deputado bolsonarista para prender GDias foi mencionado por Saulo Cunha, que comandou a Agência Brasileira de Inteligência no dia 8 de janeiro, em depoimento à CPI no início de agosto, ele disse que Dias teve acesso aos alertas de segurança por mensagens no WhatsApp.

Mais cedo nesta quinta, Dias apresentou uma avaliação de que a “troca de mensagens por um aplicativo aberto e por celulares pessoais não correspondem à forma de segurança correta e institucional para transmissão de informações sensíveis”.

O general reconheceu que pediu para seu nome fosse retirado de um relatório da Abin que foi enviado à Comissão Mista Controle e Atividades de Inteligência (CCAI), do Congresso, mas ressaltou que fez isso porque não estava no grupo de WhatsApp em que os alertas de segurança, apontados no relatório, foram enviados.

Ao falar sobre o fato na comissão, o general elevou o tom de voz e demonstrou irritação:

– Não mandei ninguém adulterar documento ou retirar meu nome dos relatórios. Tão somente determinei ao senhor Saulo que organizasse as informações, que deveriam ser dadas à CCAI, dentro de uma lógica única. Os alertas de segurança enviados de fontes abertas passaram por um grupo de WhatsApp constituídos de órgãos públicos e não com meu nome. Como eu não integrava aqueles grupos, como não estava usando sequer celular público naquele momento, não constava o nome de pessoas no relatório, apenas de órgãos, apenas determinei que fossem padronizadas a fim de responder a CCAI com presteza e com a verdade.

Com informações de O Globo.

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