Lula brinca com Trump sobre vistos da Seleção para Copa de 2026: “Vamos para ganhar”

Presidente brasileiro abriu conversa com pedido bem-humorado sobre entrada dos jogadores nos EUA e afirmou que encontro marcou avanço na relação entre os dois países

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu em tom descontraído a reunião bilateral com Donald Trump nesta quinta-feira (7), ao pedir que os Estados Unidos não dificultem a entrada dos jogadores da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 negando vistos. Segundo Lula, o comentário arrancou risadas do presidente norte-americano.

“Espero que você não anule o visto dos jogadores da seleção brasileira, porque a gente vai vir para ganhar a Copa do Mundo”, afirmou Lula durante o encontro. O relato foi feito pelo presidente brasileiro em coletiva para a imprensa na Embaixado do Brasil nos EUA.

Lula contou que Trump reagiu com bom humor. “Ele riu, pois agora ele vai rir sempre, ele aprendeu que rir é muito bom”, declarou.

A Copa do Mundo de 2026 será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, com início previsto para junho do próximo ano.

Reunião buscou reduzir tensão entre Brasil e EUA

O encontro entre Lula e Trump ocorreu no formato de “visita de trabalho”, considerado menos formal do que uma reunião bilateral tradicional. Apesar disso, a conversa foi tratada pelo governo brasileiro como um passo importante para reduzir tensões e reconstruir o diálogo entre os dois países.

Segundo Lula, o Brasil entregou por escrito, em inglês, as propostas consideradas prioritárias pelo governo brasileiro.

Além das questões comerciais, Lula e Trump conversaram sobre temas estratégicos envolvendo segurança, economia e política internacional. Entre os assuntos debatidos estiveram:

  • ataques dos EUA ao sistema Pix;
  • cooperação no combate ao crime organizado e ao narcotráfico;
  • parcerias em minerais críticos e terras raras;
  • geopolítica na América Latina e no Oriente Médio;
  • atuação dos países na ONU;
  • cenário político e eleições no Brasil.

Lula afirmou que a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas não entrou na pauta da reunião.

Lula defende soberania e diálogo internacional

Ao comentar o encontro, o presidente brasileiro afirmou que Brasil e Estados Unidos deram “um passo importante na consolidação da relação democrática histórica” entre os dois países.

Lula também lembrou que os Estados Unidos já foram o principal parceiro comercial do Brasil antes da China assumir a liderança.

“Foi uma reunião importante para o Brasil e para os Estados Unidos”, afirmou.

O presidente destacou ainda que o governo brasileiro está disposto a discutir qualquer tema internacional, mas reforçou que não aceita interferências externas.

“O Brasil está preparado para discutir com qualquer país do mundo qualquer assunto. A única coisa que nós não abrimos mão é da nossa soberania”, declarou.

Venezuela e combate ao crime organizado

Questionado sobre a situação política da Venezuela, Lula defendeu a busca por soluções negociadas.

“Eu não tenho vocação belicista, eu tenho vocação para o diálogo”, disse.

Sobre o combate ao crime organizado, Lula afirmou que os Estados Unidos historicamente priorizaram ações militares na América Latina, mas defendeu outra estratégia.

“Muitas vezes os EUA falavam em combater o crime tentando ter base militar dentro dos países”, afirmou o presidente, ao defender a criação de alternativas econômicas para reduzir a influência das facções criminosas na região. Lula também lembrou que a maioria das armas utilizadas pelas facções criminosas vêm dos EUA.

Antes da reunião desta quinta-feira, Lula e Trump já haviam conversado por telefone no último dia 1º de maio. Na ocasião, o governo brasileiro classificou o diálogo como “amistoso”.

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