Depois de Álvaro Lins, inspetor também é reintegrado à Polícia Civil do Rio após 13 anos da demissão

Alcides Campos Sodré Ferreira teve a demissão revogada em ato publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (04).

Depois do ex-deputado estadual, ex-chefe de Polícia Civil e delegado Álvaro Lins ter sido reintegrado à corporação, após 15 anos de sua demissão por envolvimento em um processo criminal, mais um policial envolvido na mesma ação conseguiu voltar à atividade. O inspetor Alcides Campos Sodré Ferreira teve a demissão revogada em ato do secretário estadual de Polícia Civil,  Felipe Curi, publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (04). Alcides havia sido demitido em fevereiro de 2011.

Assim como Álvaro Lins, a volta do inspetor à Polícia acontece após uma revisão administrativa do governo do estado. A reintegração vale a partir do dia 14 de novembro. O policial não terá direito aos pagamentos retroativos desde a sua demissão, porque assinou Termo de Renúncia conforme determina a resolução que definiu as regras para os pedidos de revisão de casos de ex-servidores das forças de segurança do estado punidos administrativamente.

Alcides foi preso em 2007 na Operação Hurricane 2 da Polícia Federal (PF) de combate à máfia dos caça-níqueis. Foram presos 17 policiais civis e dois federais, além de integrantes do segundo escalão do jogo do bicho, ligados à máfia dos caça-níqueis. Alcides era o braço-direito do ex-chefe de Polícia Civil Ricardo Hallak, segundo reportagens publicadas na imprensa na época.

Em 2008, por unanimidade, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu habeas corpus a Ricardo Hallak e Alcides Campos Sodré Ferreira. Em seu voto, o relator concluiu que não havia elementos convincentes que justificassem a manutenção da prisão preventiva dos dois.

O retorno de Alcides e Álvaro Lins aos quadros da Polícia foi possível por causa da decisão do ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que aceitou pedidos das defesas para que o processo envolvendo os dois fosse encaminhado à Justiça Eleitoral do Rio. O primeiro beneficiado foi Alcides, em novembro e 2023, Nunes Marques reconheceu a incompetência da Justiça Federal para analisar o caso e determinou a remessa da ação penal à Justiça Eleitoral.

Em 2005 o inspetor recebeu da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) moção de congratulação e louvor concedida pelo ex-deputado estadual Domingos Brazão, que está preso acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol).

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading