A defesa do ex-governador Sérgio Cabral apresentou um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do ministro Dias Toffoli, que negou a anulação de decisões proferidas por Sergio Moro em um processo da Operação Lava Jato, informa Lauro Jardim, em O Globo. No caso em questão, Cabral foi condenado a 14 anos e dois meses de prisão por suposta corrupção em contratos do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
O pedido original da defesa, rejeitado por Toffoli, baseava-se em mensagens trocadas entre Moro e procuradores da Lava Jato, obtidas na Operação Spoofing de 2019. Segundo os advogados, os diálogos indicariam um conluio para prejudicar Cabral durante toda a tramitação processual. No entanto, Toffoli considerou que as evidências de parcialidade só afetariam a fase inicial do processo, quando a denúncia foi aceita.
No recurso, a advogada de Cabral, Patricia Proetti, afirma que o teor das mensagens compromete toda a tramitação do caso, incluindo a sentença. Uma das provas citadas é uma mensagem atribuída a Moro, em que ele parabeniza procuradores após a sentença de Cabral, indicando, segundo a defesa, uma coordenação entre juiz e acusação.
Moro e os procuradores negam irregularidades e questionam a autenticidade das mensagens, obtidas por hackers. Em maio, Toffoli já havia anulado atos de Moro em outro caso, envolvendo Marcelo Odebrecht, com base nos mesmos diálogos.





