Defesa de Bolsonaro entra com novo pedido de prisão domiciliar por razões médicas

Advogados alegam quadro clínico delicado e risco de agravamento após internação por pneumonia em Brasília

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou um novo pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para que seja concedida prisão domiciliar ao ex-mandatário.

O requerimento, protocolado nesta terça-feira (17), solicita a revisão de uma decisão anterior do magistrado que havia negado o benefício, informa o g1. A nova investida da defesa ocorre poucos dias após Bolsonaro ser internado em um hospital particular de Brasília para tratar uma pneumonia bacteriana.

Internação e quadro de saúde

Bolsonaro passou mal na última sexta-feira (13) enquanto cumpria prisão na unidade conhecida como Papudinha, onde está detido por envolvimento em tentativa de golpe de Estado. Ele foi levado a uma unidade de saúde após um episódio relacionado a broncoaspiração, que evoluiu para pneumonia.

Segundo os advogados, o estado de saúde do ex-presidente exige acompanhamento constante. Eles argumentam que, embora a estrutura médica disponível na unidade prisional seja adequada, ela não seria suficiente diante da fragilidade clínica do paciente.

Defesa aponta risco de agravamento

No pedido encaminhado ao STF, a defesa anexou um relatório médico atualizado que indicaria a possibilidade de novos episódios semelhantes ao que motivou a recente internação. Os advogados alertam para o risco de agravamento do quadro caso Bolsonaro permaneça no ambiente atual de custódia.

“A permanência do peticionário no atual ambiente de custódia expõe o quadro clínico a um risco progressivo”, afirmam, destacando a falta de vigilância contínua e de intervenção imediata em situações de emergência.

Ainda de acordo com a defesa, o ex-presidente apresenta um histórico de problemas de saúde que incluem pneumonias aspirativas recorrentes, refluxo gastroesofágico, apneia do sono grave, além de instabilidade postural e uso contínuo de diversos medicamentos.

Pedido será analisado pelo STF

Cabe agora ao ministro Alexandre de Moraes analisar o novo pedido e decidir se reconsidera ou mantém a decisão anterior. Até o momento, não há prazo definido para a deliberação.

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