A Assembleia Legislativa encerrou a sessão desta quinta-feira em clima de tensão após declarações da deputada Índia Armelau, do PL, sobre a identidade de gênero da deputada federal Erika Hilton, do Psol de São Paulo.
As falas, feitas enquanto Armelau criticava gastos da parlamentar paulista, foram consideradas ofensivas por colegas. Durante sua manifestação, Armelau afirmou que “mulher você não é, você é um homem biologicamente falando” e que “já começa pela mentira que ela se apresenta como mulher”.
Reação de Dani Balbi
As declarações repercutiram rapidamente e motivaram respostas de outros parlamentares. A deputada estadual Dani Balbi, do PCdoB, também mulher trans, não estava no plenário no momento em que as declarações foram feitas, mas divulgou uma nota pública após tomar conhecimento do discurso.
Ela classificou as afirmações como um ataque à dignidade das mulheres trans e destacou que a política “exige responsabilidade” e não comporta manifestações que reforcem violência ou desinformação. Dani lembrou ainda que a identidade de gênero é reconhecida pela legislação brasileira e que tentativas de apagamento não condizem com o Estado Democrático de Direito.
Defesa da representatividade
Em posicionamento divulgado posteriormente, Dani reforçou a necessidade de garantir espaços democráticos para todas as pessoas, independentemente de identidade de gênero. Ela declarou que “nós existimos, somos cidadãs brasileiras e estamos representadas nos diversos parlamentos do país. Não vamos voltar para o armário, nosso lugar é aqui”.
A deputada também afirmou que seguirá atuando pela ampliação de direitos: “Seguiremos firmes, construindo políticas públicas, ampliando direitos e ocupando os espaços que nos foram negados por séculos. Ninguém vai nos expulsar da democracia”.






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