O governo venezuelano foi cauteloso ao comentar a decisão do Brasil de enviar para a fronteira entre os dois países 20 blindados do Exército, para reforçar a segurança. “Decisão soberana” classificou a Venezuela em referência à iniciativa.
A medida foi tomada em meio à tensão entre Venezuela e a Guiana pelo território de Essequibo, rico em petróleo e minérios.
Ao anunciar o envio dos blindados na última sexta-feira (1º), o ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que o objetivo era combater o garimpo ilegal na região e que o Brasil não se envolveria no conflito.
Segundo uma fonte ligada ao presidente Nicolás Maduro, ouvida pela coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o Brasil estaria se resguardando de uma eventualidade, mas não haveria motivo para preocupação.
A disputa pelo Essequibo, uma área de 159 mil km² que atualmente pertence à Guiana, é antiga e se agravou nas últimas semanas, depois que a Venezuela anunciou a criação de um novo território administrativo que inclui parte da região. A Guiana considerou a medida uma “agressão” e pediu o apoio da comunidade internacional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um apelo, no domingo (3), para que a Venezuela e a Guiana evitem um conflito e resolvam a questão por meio de diálogo e diplomacia. Ele disse que a América do Sul não precisa de “confusão” e que os países devem se concentrar em melhorar a vida do povo.
Com informações do Brasil 247
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