Pesquisa IPEC (ex-Ibope) já dirá nesta segunda-feira quem venceu o debate entre presidenciáveis na Band

Os primeiros efeitos do debate desta noite na Band entre os candidatos à presidência já estarão refletidos na pesquisa IPEC (ex-Ibope), que será divulgada amanhã à noite no Jornal Nacional. Pelo menos uma parte significativa dos entrevistados deverá ter assistido ao debate ou terá sabido de seus melhores momentos e sua repercussão via internet, rádio…

Os primeiros efeitos do debate desta noite na Band entre os candidatos à presidência já estarão refletidos na pesquisa IPEC (ex-Ibope), que será divulgada amanhã à noite no Jornal Nacional. Pelo menos uma parte significativa dos entrevistados deverá ter assistido ao debate ou terá sabido de seus melhores momentos e sua repercussão via internet, rádio e televisão

Também será divulgada, ao longo do dia, uma pesquisa FSB, sob encomenda do Banco BTG Pactual, mas nao se sabe quantas pessoas serão entrevistadas na propria segunda-feira.

Os debates diretos entre candidatos na televisão costumam pesar menos pela sua transmissão ao vivo, já que ocorrem em horários tardios, quando não são assistidos pela maioria da população, do que pela repercussão que provocam, nos dias seguintes e nas pesquisas eleitorais subsequentes. 

Esta semana haverá várias pesquisas importantes, que vão refletir o desempenho dos candidatos hoje à noite. Entre segunda-feira, 29, e quinta-feira, 1/9, serão divulgados oito levantamentos de intenção de voto para presidente, entre os quais IPEC, Datafolha, Vox Populi e Quaest. (veja a lista completa abaixo)

Independentemente da audiência que obtiver, um debate como o de hoje pode ser decisivo, sobretudo em consequência de grandes acertos ou erros graves eventualmente cometidos pelos candidatos.

As pesquisas mostrarão isto.

A TV Bandeirantes transmite hoje, a partir das 21 horas, o primeiro confronto direto entre os seis principais candidatos à presidência. A emissora já ganhou tradição como a realizadora do primeiro debate de praticamente todas as eleições presidenciais.

O tempo tende a ser insuficiente para diálogos sóbrios e propostas minuciosas, já que o número de candidatos é grande demais e todos têm direito ao mesmo tempo para falar, arguir e responder.

A tendência, como sempre, é que os candidatos que estão em desvantagem nas pesquisas façam uma espécie de acordo tácito contra o favorito ou, no caso de hoje, os dois favoritos, Lula e Bolsonaro.

O próprio Bolsonaro, que chegou a decidir não comparecer, justamente para não ser o alvo prefrencial de todos os adversários, foi levado a mudar de ideia diante do fato de que, ao longo da semana passada, a mídia de todo o país, e até a imprensa internacional, deram grande relevância ao desempenho de Lula na sabatina do Jornal Nacional.

Parte dos estrategistas do presidente entendeu que ele precisava ir ao estúdio da Band e adotar um estilo de atuação extremamente agressivo, o que, convenhamos, não é algo difícil para um político naturalmente extremista e rude.

Lula, por sua vez, deve estar estudando formas de reagir a perguntas grosseiras, principalmente de Bolsonaro e Ciro Gomes, sem perder a calma e sem deixar de respondê-las com clareza e de maneira convincente.

Para Ciro Gomes o debate é a oportunidade de se confrontar com os dois primeiros colocados, tentando se apresentar como algo diferente e melhor do que ambos.

Um dos segredos da estratégia dos debates é, de fato, não perder a calma sem, no entanto, abrir mão da ênfase e da firmeza nas respostas a quaisquer provocações que mereçam ser contestadas. 

Outro segredo é aproveitar bem o pouco tempo disponível, optando sempre por frases curtas, diretas, que não deixem dúvidas, e evitando sentenças longas e frases adversativas, que possam distrair a atenção do telespectador. O maior adversário de um debatedor costuma ser o fraseado muito longo, com excesso de “vírgulas verbais”. Da mesma forma, não ajuda falar rápido demais e demonstrar dificuldade para administrar o tempo disponível, sendo obrigado a interromper a conclusão das ideias.

Bolsonaro será o primeiro a perguntar e o mesmo sorteio definiu também que ele perguntará a Lula. Os dados da sorte prometem, portanto, um início fulminante. 

O debate deste domingo será dividido em três blocos. Ficou acertado que não haverá plateia no estúdio. Além disso, caso um candidato desista de comparecer, a cadeira destinada a ele ficará vazia.

Veja quais são as pesquisas presidenciais previstas para esta semana:

Segunda, 29 de agosto:

FSB, sob encomenda do Banco BTG Pactual (BR-08934/2022); 

IPEC, sob encomenda da Globo (BR-01979/2022).

Quarta, 31 de agosto:

31 de agosto:

Paraná Pesquisas, com recursos próprios (BR-03492/2022);

Ipespe, sob encomenda da XP Investimentos (BR-04347/2022);

Futura, sob encomenda do Banco Modal (BR-07568/2022);

PoderData, com recursos próprios (BR-06922/2022);

Quaest, sob encomenda do Banco Genial (BR-00585/2022).

Esquema do debate presidencial

Folha, UOL, TV Bandeirantes e TV Cultura formaram um pool para promover evento

Quando: Domingo (28), às 21h

Onde: Estúdio da Band, em São Paulo

OrganizadoresFolha, UOL e TVs Bandeirantes e Cultura

Candidatos convidados: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Felipe D’Avila (Novo) e Soraya Thronicke (União Brasil)

Mediadores: O encontro será mediado pelos jornalistas Adriana Araújo e Eduardo Oinegue, do Grupo Bandeirantes de Comunicação, nos dois primeiros blocos. No último, a mediação será feira pelo diretor de Jornalismo da TV Cultura, Leão Serva, e pela jornalista Fabíola Cidral, do portal UOL

Regras do debate

  • O debate será dividido em três blocos
  • Não haverá plateia
  • Se algum candidato não comparecer ao debate, o púlpito ficará vazio
  • Em caso exclusivamente de ofensa moral e pessoal, o candidato poderá solicitar ao mediador direito de resposta
  • Se avaliada pertinente, a resposta será dada ainda no mesmo bloco em que ocorreu o caso

Primeiro bloco:

  • Haverá perguntas sobre temas sorteados. Candidatos terão um minuto e meio para responder
  • Os candidatos poderão questionar seus adversários. O candidato terá quatro minutos para administrar entre a resposta e a tréplica. Quem perguntou tem um minuto para a réplica

Segundo bloco:

  • Jornalistas fazem perguntas e escolhem quem comenta. Um minuto para a pergunta e um minuto para o comentário. O candidato que responde terá quatro minutos para dividir como quiser entre resposta e réplica

Terceiro bloco:

  • Os convidados podem fazer perguntas entre si. Haverá também uma rodada de perguntas programáticas e as considerações finais, de 2 minutos para cada

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