O debate entre candidatos ao Senado pelo Rio de Janeiro, realizado nesta quarta-feira (30) por Valor, O Globo, Extra e CBN, começou com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e avançou por temas como violência contra a mulher, valores cristãos, Supremo Tribunal Federal (STF), dívida estadual e incentivos fiscais.
Participaram Carlos Jordy (PL), Carlos Portinho (PL), Marcelo Crivella (Republicanos), Marcos Dias (Podemos) e Mônica Benício (PSOL). Benedita da Silva (PT), Pedro Paulo (PSD) e Waguinho (Republicanos), também convidados, não compareceram.
Declaração de Lula abre confronto
Jordy e Portinho abriram o debate criticando uma declaração recente de Lula ao comparar exames ginecológicos ao exame de próstata. Jordy questionou se a fala representaria “saúde mental debilitada ou desvio de caráter”, enquanto Portinho classificou a declaração como “abjeta, lamentável e deplorável”.
O tema levou Mônica Benício a questionar Jordy sobre propostas para enfrentar a violência contra mulheres que fossem além do endurecimento de penas. O candidato do PL defendeu punições mais rigorosas e maior tempo de prisão para agressores.
Mônica afirmou que o combate à violência também exige prevenção. “É preciso investir em um processo educacional com os nossos meninos para que isso não aconteça, e não atuar apenas no momento da delegacia”, disse.
Jordy também mencionou acusações antigas de agressão contra Pedro Paulo, que não estava no debate. O candidato do PSD já negou ter agredido a ex-mulher.
Crivella, por sua vez, concentrou parte de sua participação na defesa da família e de valores cristãos. O ex-prefeito também criticou Lula pela declaração sobre exames e afirmou que o presidente foi “profundamente infeliz” ao apoiar uma escola de samba que, segundo ele, apresentou críticas ao modelo tradicional de família.
STF divide espaço com contas do Rio
Jordy e Portinho defenderam mudanças na estrutura do STF e a abertura de processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes. Os dois também propuseram mandatos com duração determinada para integrantes da Corte. Jordy falou em oito anos; Portinho, em dez.
Crivella defendeu sabatinas periódicas, a cada quatro anos, para ministros do Supremo. Já Jordy afirmou que pretende propor medidas relacionadas aos processos contra envolvidos nos atos de 8 de janeiro caso seja eleito.
Outro eixo do encontro foi a situação fiscal do Rio. Ao discutir a renegociação da dívida estadual, Mônica Benício defendeu que o novo regime seja acompanhado de políticas de geração de emprego e proteção aos trabalhadores.
Marcos Dias e Crivella criticaram a política de incentivos fiscais do governo estadual. Dias defendeu uma revisão das renúncias tributárias, enquanto Crivella questionou benefícios concedidos a determinados setores.
Disputa segue embolada
O debate ocorreu em meio a uma disputa apertada pelas duas vagas do Rio no Senado. Segundo os dados da pesquisa Quaest apresentados no material do debate, Benedita da Silva, Carlos Portinho e Carlos Jordy aparecem com 15% das intenções de voto cada.
Crivella e Pedro Paulo registram 7%, enquanto Mônica Benício tem 6% e Waguinho, 2%. Marcos Dias e Michelly Xavier aparecem com 1% cada. A margem de erro informada é de três pontos percentuais.
O levantamento também aponta 9% de indecisos, enquanto brancos, nulos e eleitores que dizem não pretender votar somam 22%.







Deixe um comentário