Datafolha: Haddad e Alckmin lideram corrida ao Senado em SP

Pesquisa aponta ministros do governo Lula à frente de nomes da direita; eleitores paulistas escolherão dois senadores em 2026

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), aparecem na liderança da disputa pelo Senado em São Paulo, segundo nova pesquisa do Datafolha divulgada nesta noite de terça-feira (10). O levantamento indica que nomes ligados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentam desempenho superior ao de pré-candidatos associados à direita.

A sondagem foi realizada antes de Haddad anunciar que deixará o comando do Ministério da Fazenda para disputar o Governo de São Paulo nas eleições de 2026. Mesmo assim, o ministro aparece como um dos nomes mais competitivos no cenário testado pelo instituto.

Nas eleições de 2026, os eleitores paulistas votarão em dois candidatos para o Senado Federal, já que dois terços das cadeiras da Casa serão renovadas. O Datafolha simulou dois cenários com dez possíveis candidatos cada.

Haddad lidera cenário sem Alckmin

No primeiro cenário testado, que não inclui Geraldo Alckmin na disputa, Fernando Haddad lidera com 30% das intenções de voto. Na sequência aparecem outros integrantes do governo Lula.

A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), registra 25%, seguida pelo ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), com 20%. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), soma 18%, enquanto o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) aparece com 14%.

Entre os nomes ligados à direita, os melhores posicionados são os deputados federais Guilherme Derrite (PP), com 14%, e Ricardo Salles (Novo), com 13%.

Direita aparece atrás na disputa

Ainda no mesmo cenário, outros possíveis candidatos aparecem com índices menores. O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade) tem 10% das intenções de voto, enquanto a deputada Rosana Valle (PL), apoiada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, registra 7%.

O deputado estadual Gil Diniz (PL), aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, soma 3% das preferências.

Segundo o levantamento, 4% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar para a primeira vaga ao Senado, enquanto 15% indicaram intenção de votar em branco ou nulo. Para a segunda vaga, 6% estão indecisos e 21% dizem que pretendem anular ou votar em branco.

Alckmin lidera quando Haddad não aparece

No segundo cenário testado pelo Datafolha, que exclui Fernando Haddad da disputa, o vice-presidente Geraldo Alckmin lidera com 31% das intenções de voto.

Na sequência aparecem Simone Tebet, com 25%, Marina Silva, com 21%, e Márcio França, com 20%. Guilherme Boulos registra 15% nesse cenário.

Entre os candidatos da direita, Ricardo Salles e Guilherme Derrite aparecem empatados com 13%. Paulinho da Força soma 9%, Rosana Valle tem 6% e Gil Diniz registra 3%.

Detalhes da pesquisa

A pesquisa Datafolha foi realizada entre os dias 3 e 5 de março, com 1.608 entrevistas em 71 municípios do estado de São Paulo. Foram ouvidos eleitores com 16 anos ou mais.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números BR-06798/2026 e SP-04136/2026.

O instituto ressalta que pesquisas eleitorais representam apenas um retrato da opinião dos eleitores no momento em que o levantamento é realizado, não sendo uma previsão do resultado das urnas.

Disputa ainda indefinida nos dois campos políticos

Nos bastidores políticos, tanto o campo ligado ao governo Lula quanto a direita ainda discutem quais nomes disputarão as duas vagas ao Senado por São Paulo.

Entre aliados do governo federal, a tendência é que as ministras Marina Silva e Simone Tebet sejam as candidatas ao Senado em uma eventual chapa liderada por Fernando Haddad ao governo paulista.

Já na direita, Guilherme Derrite aparece como nome consolidado para uma das vagas, com apoio do governador Tarcísio de Freitas. A segunda candidatura ainda é motivo de disputa entre lideranças do campo conservador.

O cenário se tornou mais incerto após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro passar a ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal e permanecer nos Estados Unidos. Desde então, aliados discutem a possibilidade de indicar outro nome para ocupar o espaço político ligado ao grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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