A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anunciou, nesta sexta-feira (6), a criação de um grupo de trabalho dedicado a analisar informações do conglomerado Master, da Reag e de outras entidades ligadas ao caso. A medida surge em um cenário de pressão, após a liquidação do Banco Master e o avanço de investigações da Polícia Federal e do Banco Central sobre suspeitas de fraudes financeiras.
Aprovado pelo Comitê de Gestão de Riscos (CGR), o grupo inicia as atividades em 9 de fevereiro, com um prazo estimado de conclusão de três semanas. Segundo a autarquia, a iniciativa faz parte da governança regular para garantir o acompanhamento institucional de casos de alto impacto.
Nesta fase preliminar, o comitê já consolidou dados das áreas de supervisão e fiscalização, incluindo:
- Histórico de procedimentos abertos nos últimos anos;
- Comunicações oficiais enviadas a outros órgãos públicos;
- Andamento de inquéritos internos correlatos.
O principal objetivo da força-tarefa é sistematizar fatos para aprimorar o diagnóstico institucional e permitir um acompanhamento integrado das ações. A CVM destacou que o trabalho visa a prestação de contas à sociedade e pode resultar em mudanças estruturais.
“A autarquia poderá avaliar melhorias em regulação, supervisão e cooperação institucional”, afirmou a CVM em nota oficial.
O caso segue sob monitoramento rigoroso, com foco em possíveis falhas de governança e irregularidades em fundos de investimento operados pelo grupo.





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