O governo de Cuba anunciou que irá libertar 51 pessoas condenadas à prisão nos próximos dias após conversas com o Vaticano. A informação foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores de Cuba na quinta-feira (12).
Segundo comunicado oficial, a decisão foi tomada como gesto de boa vontade e considera o histórico diálogo entre o Estado cubano e o Vaticano sobre revisão e libertação de detentos.
De acordo com o governo, os beneficiados já cumpriram parte significativa das penas e apresentaram bom comportamento durante o período de detenção.
“Em espírito de boa vontade e considerando as estreitas relações entre o Estado cubano e o Vaticano, decidiu-se libertar 51 pessoas condenadas à prisão nos próximos dias”, informou a chancelaria cubana.
Indultos no sistema de justiça
O governo destacou que a concessão de benefícios a presos faz parte do sistema judicial do país. Segundo dados oficiais, desde 2010 cerca de 9.905 detentos receberam algum tipo de indulto ou medida semelhante.
Ainda segundo o comunicado, a decisão também coincide com a proximidade das celebrações da Semana Santa.
Diálogo diplomático
No fim de fevereiro, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, esteve no Vaticano para reuniões com autoridades da Santa Sé.
Após o encontro, o chanceler agradeceu nas redes sociais pela audiência concedida pelo papa Leão XIV, afirmando ter participado da reunião como enviado especial do presidente cubano.
Pressão dos Estados Unidos
A decisão ocorre em meio ao aumento da pressão econômica de Estados Unidos sobre a ilha. Nos últimos dias, o presidente Donald Trump afirmou que o país caribenho enfrenta uma grave crise humanitária.
Segundo Trump, os Estados Unidos poderiam assumir o controle de Cuba de forma “amigável” ou não, citando dificuldades econômicas e energéticas enfrentadas pelo país.





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