A crise na sucessão do governo do Rio de Janeiro ganhou novos desdobramentos em Brasília após lideranças do Partido Liberal se reunirem com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na noite desta quarta-feira (5). O encontro teve como foco a indefinição sobre quem deve assumir o comando do estado após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro.
A reunião ocorreu em meio à articulação de partidos aliados — como PL, PP e União Brasil — que avaliam medidas políticas para pressionar o Supremo Tribunal Federal a retomar o julgamento sobre a sucessão estadual. Entre as possibilidades discutidas está a obstrução de votações no Congresso Nacional. As informações são do site Metrópoles.
Segundo relatos de participantes, a estratégia de travar pautas legislativas foi mencionada durante o encontro, mas Alcolumbre pediu cautela ao grupo e orientou que medidas mais drásticas sejam evitadas neste momento. O senador indicou que pretende avaliar alternativas e buscar diálogo institucional.
Ainda de acordo com interlocutores, a sinalização foi interpretada como uma possível disposição de intermediar conversas com ministros do STF, na tentativa de destravar o andamento do processo.
O impasse tem origem na suspensão do julgamento no STF após pedido de vista do ministro Flávio Dino. Com isso, o caso segue fora da pauta, mantendo a indefinição sobre quem deve assumir o governo fluminense de forma interina.
Atualmente, o estado está sob comando do desembargador Ricardo Couto. Para lideranças do PL, esse cenário prolonga a instabilidade política no estado.
Durante a reunião, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Douglas Ruas, foi apresentado a Alcolumbre. Ele é o nome defendido pelas siglas aliadas para assumir o governo de forma interina e também para disputar as eleições de outubro.
Integrantes do grupo argumentam que, com base nas Constituições federal e estadual, Ruas deveria ser o responsável por ocupar o cargo até a definição de um novo governador.
A situação segue indefinida e depende diretamente da retomada do julgamento no STF. Enquanto isso, articulações políticas continuam em curso tanto no Rio de Janeiro quanto em Brasília.






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