CRISE DO PETRÓLEO E PANDEMIA PODEM LEVAR O RIO AO COLAPSO TOTAL

Se não bastasse a pandemia do coronavírus, o Estado do Rio de Janeiro convive com outra perspectiva funesta: a queda abrupta e avassaladora do preço do barril do petróleo. Hoje, o barril do tipo Brent, negociado em Londres, caiu abaixo dos US$ 20 pela primeira vez em 18 anos. Há pouco, o contrato para entrega…

Se não bastasse a pandemia do coronavírus, o Estado do Rio de Janeiro convive com outra perspectiva funesta: a queda abrupta e avassaladora do preço do barril do petróleo. Hoje, o barril do tipo Brent, negociado em Londres, caiu abaixo dos US$ 20 pela primeira vez em 18 anos. Há pouco, o contrato para entrega em junho era negociado a US$ 19,86, uma queda de 22,33% ante o preço de fechamento de ontem.

O desabamento das cotações sugere expressiva baixa na arrecadação de royalties no Estado do Rio de algo em torno de R$ 10 bilhões. Em 2019, com petróleo em média a US$ 60 , o Rio amealhou R$ 14 bilhões de royalties. A continuar nesta toada, alguns analistas preveem uma arrecadação em 2020 de apenas R$ 3 bilhões, o que inviabilizaria a gestão financeira do Governo do Estado.

O quadro trágico somente poderá ser contornado com o pacote de medidas de recomposição da receita, aprovado na Câmara do Deputados, numa articulação do presidente Rodrigo Maia com os governadores. O Senado ainda vai examinar a matéria, que tem a oposição do Ministro Paulo Guedes e do presidente Bolsonaro. Insensíveis à catástrofe social prevista, Guedes e Bolsonaro tem razões de fundo diferentes. Em meio a milhares de mortes, Guedes tem o despautério de falar em equilíbrio fiscal. Já Bolsonaro, em seu voo raso sobre os problemas nacionais, pensa apenas em atrapalhar a vida dos governadores Wilson Witzel e João Dória, possíveis adversários em 2022. Juntos, Bolsonaro e Guedes dão as costas à agrura de milhares de brasileiros desvalidos em situação de miséria absoluta.

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