CPI das Câmeras decide convocar MC Poze do Rodo após ausência em reunião da Alerj

Cantor havia sido apenas convidado para depor sobre a recuperação de seu carro roubado, mas a falta de resposta levou os deputados a transformar o convite em convocação

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Câmeras da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu nesta quinta-feira (9) convocar o cantor Marlon Brendon Couto da Silva, o MC Poze do Rodo, para prestar depoimento no próximo dia 20.

O artista havia sido inicialmente convidado para participar da reunião da última segunda-feira (6), mas como não respondeu à comissão nem compareceu ao encontro, os deputados optaram por formalizar a convocação.

A CPI quer que ele esclareça as circunstâncias que envolveram a recuperação de sua Land Rover Defender blindada, roubada no mês passado enquanto estava com dois amigos no Recreio dos Bandeirantes. O veículo foi recuperado poucas horas depois, e o próprio Poze anunciou o desfecho nas redes sociais.

Reunião foi suspensa e trabalhos prorrogados

A sessão da CPI na última segunda-feira acabou sendo suspensa pelo presidente do colegiado, deputado Alexandre Knoploch (PL), que se reuniu reservadamente com os parlamentares Luiz Paulo (PSD), Marcelo Dino (União Brasil) e o suplente Professor Josemar (Psol).

A decisão foi tomada diante do grande volume de documentos que chegaram à comissão, incluindo planilhas e dados obtidos por meio de quebras de sigilo fiscal, cuja análise demanda tempo técnico e jurídico.

Durante o encontro, os parlamentares deliberaram também pela prorrogação dos trabalhos da CPI por mais 60 dias, medida que ainda precisará ser aprovada pelo plenário da Casa. “Já estamos com material robusto para elaborarmos o relatório final e encaminharmos as denúncias à Justiça”, afirmou Knoploch.

Foco nas investigações sobre videomonitoramento

Criada em junho, a CPI das Câmeras investiga o uso de imagens de videomonitoramento por empresas privadas e órgãos públicos, além de denúncias de que cooperativas e associações do setor estariam pagando resgates ao crime organizado para recuperar veículos roubados — prática considerada ilegal. Com a prorrogação dos trabalhos, o colegiado pretende aprofundar a análise dos documentos e realizar novas oitivas até o fim do ano.

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