A Polícia Militar informou nesta quinta-feira (28), que as armas dos policiais envolvidos na morte do entregador de aplicativo Lucas Rodrigues Rocha, de 25 anos, estão à disposição para análise pericial e que os agentes já começaram a ser ouvidos pela Corregedoria-Geral da corporação. O jovem foi morto a tiros na terça-feira (26), durante uma operação na Vila Joaniza, Ilha do Governador, Zona Norte do Rio.
Em nota, a PM disse que apura a dinâmica dos fatos relacionados à operação. Segundo a corporação, as circunstâncias da ação “passarão por análise criteriosa e, após a conclusão das investigações, medidas cabíveis poderão ser adotadas”.
A polícia acrescentou que o objetivo é esclarecer todos os fatos e reafirmou o “compromisso com a transparência, a legalidade e a correta condução das suas ações”.
Família contesta versão da operação
A família do entregador afirma que Lucas não tinha qualquer envolvimento com o tráfico de drogas e questiona a forma como a ação foi conduzida.
Imagens de câmeras de segurança mostram policiais armados chegando a um ferro-velho próximo à comunidade em um carro vermelho, sem identificação oficial. As gravações registram a movimentação dos agentes momentos antes da entrada na favela.
Segundo os familiares, um dos policiais deixou o porta-malas do veículo já armado. Em seguida, os PMs usaram uma escada para acessar os fundos do estabelecimento que dá acesso à comunidade. Pouco depois, um blindado da Polícia Militar chegou ao local.
De acordo com testemunhas, houve troca de tiros na região. Lucas estava trabalhando e realizava uma entrega quando acabou baleado.
Disparo pelas costas
A sogra da vítima, Mariana Souza de Oliveira, afirmou que Lucas foi atingido nas costas por um disparo de fuzil e colocado no blindado. Segundo ela, o jovem permaneceu no veículo por um longo período antes de ser levado para o Hospital Estadual Evandro Freire. Por isso, os familiares também indicam que houve demora no socorro.
Lucas trabalhava como entregador por aplicativo para sustentar a esposa e os dois filhos, de 3 e 6 anos. Antes disso, havia atuado em obras no Aeroporto do Galeão.





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