Sem pretensão de se entregar, Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, suspeita de mandar matar Laís de Oliveira Gomes Pereira, corre risco de vida, segundo a Polícia Civil. O crime aconteceu em 4 de novembro, em Sepetiba, Zona Oeste do Rio.
A vítima foi morta com um tiro na nuca, enquanto passeava com o filho de 1 ano. Os executores do crime se entregaram na última segunda-feira (10) e confessaram que receberam R$ 20 mil de Gabrielle para matar Laís.
Com a foto da mulher sendo divulgada através do portal do Disque Denúncia, houve boatos de que ela estivesse no bairro Imbariê, em Duque de Caxias. Moradores cercaram uma casa na tentativa de linchar a Gabrielle, que não estava no local. Após o episódio, ela mudou o visual.
“Corre um sério risco de morrer. Houve uma grande comoção no bairro Imbariê e, se ela estivesse lá, correria sério perigo”, alertou o delegado Robinson Gomes, da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
De acordo com a investigação, Gabrielle é atual companheira do ex-marido da vítima e teria arquitetado o crime para tentar obter a guarda da filha mais velha de Laís, de 4 anos.
Troca de mensagens
A Polícia Civil investiga uma troca de mensagens entre Gabrielle e Laís minutos antes da vítima ser morta. Para os investigadores, o teor da conversa pode indicar que a mulher acompanhava os passos da jovem e repassava informações aos executores.
Segundo a investigação, Gabrielle perguntou onde Laís estava e para onde iria naquela manhã. O diálogo ocorreu entre 8h52 e 10h11.
Laís informou que estava na casa do irmão, Vitor, e que retornaria para casa em seguida, trajeto que costumava fazer diariamente no mesmo horário.
Ela deixou o local poucos minutos após a última mensagem. Em seguida, foi morta no meio da rua.
Depoimento
Segundo a polícia, Gabrielle disse em depoimento que só havia procurado a vítima para combinar a retirada de um tênis da filha de Laís com seu atual companheiro.
Disse ainda que a criança teria pedido para fazer uma chamada de vídeo para ver o irmão, o que a vítima não atendeu por ainda estar na casa do Vitor.
Ameaças
Depoimento de uma pessoa próxima à suspeita revelou que ela pedia seu telefone emprestado com a justificativa de mandar mensagens ao próprio companheiro. Mas, na verdade, usava o aparelho para enviar recados agressivos e ameaçadores a Laís pelas redes sociais.
Esse comportamento, segundo a polícia, reforça a tese de que havia perseguição e uma hostilidade crescente, muito além de um eventual conflito sobre a guarda da menina.
Para os investigadores e para o Ministério Público, o conjunto de provas aponta para um padrão de obsessão que teria colocado Laís como obstáculo para que Gabrielle assumisse o papel de mãe da criança.
Relembre o crime
O crime aconteceu em Sepetiba, na Zona Oeste do Rio, na frente do filho da vítima, de 1 ano e 8 meses, no dia 4 desse mês.
Os investigadores afirmam que Gabrielle mantinha um relacionamento com o ex-companheiro de Laís e alimentava um conflito envolvendo a guarda da filha de 4 anos do casal.
Executores se entregam
A polícia afirma que Erick Santos Maria pilotava uma moto enquanto Davi de Souza Malto seguiu na garupa.
A dupla circulou pelo bairro onde Laís morava e esperou o momento em que ela saiu de casa com o filho no colo. Nesse instante, Davi se aproximou e atirou pelas costas.






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