A Polícia Civil investiga uma troca de mensagens entre Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário e Laís de Oliveira Gomes Pereira minutos antes da vítima ser morta com um tiro na nuca, no dia 4 desse mês.
Para os investigadores, o teor da conversa pode indicar que a mulher, apontada como mandante do crime, acompanhava os passos da jovem e repassava informações aos executores.
Segundo a investigação, Gabrielle perguntou onde Laís estava e para onde iria naquela manhã. O diálogo ocorreu entre 8h52 e 10h11.
Laís informou que estava na casa do irmão, Vitor, e que retornaria para casa em seguida, trajeto que costumava fazer diariamente no mesmo horário.
Ela deixou o local poucos minutos após a última mensagem. Em seguida, foi morta no meio da rua.
Depoimento
Segundo a polícia, Gabrielle disse em depoimento que só havia procurado a vítima para combinar a retirada de um tênis da filha de Laís com seu atual companheiro.
Disse ainda que a criança teria pedido para fazer uma chamada de vídeo para ver o irmão, o que a vítima não atendeu por ainda estar na casa do Vitor.
Ameaças
Depoimento de uma pessoa próxima à suspeita revelou que ela pedia seu telefone emprestado com a justificativa de mandar mensagens ao próprio companheiro. Mas, na verdade, usava o aparelho para enviar recados agressivos e ameaçadores a Laís pelas redes sociais.
Esse comportamento, segundo a polícia, reforça a tese de que havia perseguição e uma hostilidade crescente, muito além de um eventual conflito sobre a guarda da menina.
Para os investigadores e para o Ministério Público, o conjunto de provas aponta para um padrão de obsessão que teria colocado Laís como obstáculo para que Gabrielle assumisse o papel de mãe da criança.
Relembre o crime
O crime aconteceu em Sepetiba, na Zona Oeste do Rio, na frente do filho da vítima, de 1 ano e 8 meses, no dia 4 desse mês.
Os investigadores afirmam que Gabrielle mantinha um relacionamento com o ex-companheiro de Laís e alimentava um conflito envolvendo a guarda da filha de 4 anos do casal.
Executores se entregam
A polícia afirma que Erick Santos Maria pilotava uma moto enquanto Davi de Souza Malto seguiu na garupa.
A dupla circulou pelo bairro onde Laís morava e esperou o momento em que ela saiu de casa com o filho no colo. Nesse instante, Davi se aproximou e atirou pelas costas.






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