O corpo da cantora e compositora Cristina Buarque será velado e cremado nesta segunda-feira (21) no Crematório Memorial do Carmo, localizado na Zona Portuária do Rio. Segundo informações do jornalista Mauro Ferreira, publicadas originalmente pelo portal g1, a artista faleceu neste domingo (20) em decorrência de complicações provocadas por um câncer de mama.
O velório está marcado para as 14h, na Capela 6 do Memorial, com a cremação prevista para ocorrer às 17h. A confirmação da morte foi feita por Zeca Ferreira, filho da artista, por meio de um emocionante relato nas redes sociais, no qual destacou a personalidade discreta e o amor profundo da mãe pela música.
“Uma cantora avessa aos holofotes. Como explicar um negócio desses em qualquer tempo? Mas como explicar isso nesse tempo específico? Mas foi isso a vida inteirinha dessa mulher que tivemos, nós cinco, a sorte grande de ter como mãe”, escreveu Zeca.
Cristina morava na Ilha de Paquetá
Cristina Buarque de Hollanda nasceu em São Paulo, mas vivia na Ilha de Paquetá, no Rio. Era filha do historiador Sérgio Buarque de Hollanda e irmã do cantor e compositor Chico Buarque, da cantora Miúcha (1940–2018) e da ex-ministra da Cultura Ana de Hollanda. Apesar de pertencer a uma das famílias mais influentes da cultura brasileira, sempre preferiu a discrição e o trabalho minucioso dedicado ao samba tradicional.
Seu filho a descreveu como alguém movida por uma paixão silenciosa, mas profunda, pela música: “’Bom mesmo é o coro’, ela dizia, e viveria mesmo feliz a vida escondidinha no meio das vozes não fosse esse faro tão apurado, o amor por revirar as sombras da música brasileira em busca de pequenas pérolas não tocadas pelo sucesso, porque o sucesso, naqueles e nesses tempos, tem um alcance curto”.
Ao longo da carreira, Cristina se destacou como uma das maiores intérpretes de sambas de compositores como Noel Rosa, Nelson Cavaquinho, Cartola e Paulinho da Viola, tornando-se referência em gravações e pesquisas sobre o gênero. Embora tenha mantido distância da grande mídia e de grandes palcos, conquistou respeito e admiração entre músicos, críticos e amantes da música popular brasileira.
Zeca finalizou a homenagem com palavras comoventes: “Ser humano mais íntegro que eu já conheci. Farol, chefia, braba, a dona da porra toda. Vai em paz, mãe”.
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