O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira, que haja uma “governança global” para as questões climáticas, com autonomia para tomar decisões sem passar pelos parlamentos dos países. Ele conversou com os jornalistas em Doha, no Catar, antes de embarcar para Dubai, onde participará da conferência climática, a COP28.
Ao deixar o hotel, ele foi questionado sobre se acreditava que os países ricos finalmente decidiriam liberar os US$ 100 bilhões anuais para compensar perdas climáticas em nações menos desenvolvidas, prometidos no Acordo de Paris.
— Eu não acredito… Eu sinceramente acho que é preciso que as lideranças políticas do mundo tomem decisões mais corajosas e mais rápidas — respondeu. — Nós precisamos ter uma governança global para ajudar a cuidar do planeta. Porque, se você toma uma decisão qualquer em benefício do mundo e ela tiver que votar internamente pelo seu Congresso Nacional, significa que ninguém vai cumprir.
Lula justificou seu argumento dizendo que “até hoje os EUA não cumpriram o protocolo de Kyoto” e que “o Acordo de Paris não foi cumprido em quase nenhum lugar do mundo”.
— Então, se os governantes democratas querem continuar a ser acreditados pelo povo, é preciso que a gente comece a fazer as coisas que as pessoas estão achando que a gente deve fazer — afirmou. —A gente está vendo enchente onde não tinha, seca onde não tinha, furacão. A gente está vendo coisas acontecerem no planeta que não era esperado há dez anos. E agora está acontecendo real. É só ver o que está acontecendo no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, no Amazonas.
Com informações do GLOBO.





