O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não acredita que a possível vitória de Donald Trump nos Estados Unidos possa atrapalhar acordos estabelecidos com o país durante o G20.
— É difícil opinar sobre eleições em outro país. O que a gente deseja é que esse intercâmbio não seja visto como intercâmbio entre governos, mas entre Estados que têm uma relação muito antiga, que pode ser fortalecida com benefícios mútuos. Não é o Brasil pedindo um favor.
Após a abertura do evento paralelo ao G20 organizado pelos Emirados Árabes Unidos, sede da última Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28), ele contou a jornalistas que debateu com a secretária do Tesouro Americano, Janet Yellen, temas que “não são segredo”, como a necessidade de estruturar novas fontes de financiamento para enfrentar a fome, a mudança climática e assuntos correlatos.
Haddad mencionou a tragédia ambiental no Rio Grande do Sul durante seu discurso nesta quarta-feira (24) no Rio de Janeiro, na abertura de um evento conjunto do G20 e da COP28, realizada em 2023 nos Emirados Árabes Unidos. Ele defendeu a necessidade de uma ação global contra as mudanças climáticas.
— (Nós) nos reunimos em um momento crítico. Tragédias ambientais, como as inundações que devastaram o estado brasileiro do Rio Grande do Sul, provam que a urgência de agir contra a mudança do clima nunca foi tão grande e a necessidade de um esforço global coordenado nunca foi mais evidente — afirmou Haddad.
O ministro participou do evento “Emirados Árabes Unidos COP28-G20 Brasil Finance Track: Tornando o financiamento sustentável, disponível e acessível”.
Em seguida, Haddad mencionou o Plano de Transformação Ecológica desenvolvido por sua pasta, descrevendo o programa como uma “ambiciosa iniciativa”. O plano inclui políticas e investimentos voltados para descarbonizar a indústria brasileira, promover a agricultura sustentável, proteger a biodiversidade e fomentar a inovação verde no país.
Com informações do Globo e do Metrópoles.





