Condenado por ‘saidinha de banco’, Diego Alba, do PSDB, tem candidatura à Alerj contestada

Ministério Público Eleitoral alega que histórico criminal e elementos reunidos em investigações impedem candidato de disputar as eleições

Adicione o Agenda do Poder como fonte preferencial no Google

A candidatura do pré-candidato do PSDB à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Diego José Alba Taboada, é alvo de uma ação que pede o indeferimento de seu registro na Justiça Eleitoral. O Ministério Público sustenta que há elementos suficientes para demonstrar uma suposta ligação estruturada do político com organizações criminosas, circunstância que, segundo o entendimento consolidado pela Justiça Eleitoral, inviabilizaria sua participação no pleito para preservar a liberdade do voto e a regularidade das eleições.

Na ação, os promotores afirmam que a vedação não depende da existência de condenação em todos os fatos investigados. Segundo o pedido, a análise deve considerar o conjunto de provas e informações que indiquem vínculo consistente com grupos criminosos organizados, especialmente quando esse relacionamento possa comprometer a legitimidade da disputa eleitoral.

Condenação por ‘saidinha de banco’

O principal fundamento apresentado pelo Ministério Público é uma condenação criminal confirmada em segunda instância pela Justiça do Rio de Janeiro.

De acordo com a ação, Diego José Alba foi condenado por participação em uma tentativa de assalto conhecida como “saidinha de banco”, ocorrida em abril de 2009. A sentença foi proferida em outubro daquele ano pelo juiz Luciano Silva Barreto.

Segundo a decisão judicial, o então acusado integrava um grupo responsável por monitorar clientes dentro de agências bancárias e repassar informações aos comparsas que aguardavam do lado de fora para praticar os roubos.

Ainda conforme o processo, uma arma com numeração raspada foi apreendida escondida no veículo utilizado pelo grupo, além do registro de ligações telefônicas entre os envolvidos durante a ação criminosa.

Diego José Alba chegou a permanecer preso preventivamente por cerca de seis meses. Posteriormente, foi colocado em liberdade e cumpriu a pena em regime aberto.

Outras investigações

A ação também cita que o pré-candidato respondeu a um processo na Justiça Federal relacionado a assaltos contra uma agência bancária.

Embora tenha sido absolvido nesse caso após a principal testemunha modificar seu depoimento, os promotores destacam o histórico de investigações envolvendo o político.

O documento menciona ainda outras acusações por crimes patrimoniais que não resultaram em condenação por insuficiência de provas, além de uma investigação sobre supostas fraudes e estelionato envolvendo uma empresa de construção civil da qual seu nome teria participado.

Entendimento da Justiça Eleitoral

Os promotores argumentam que a Justiça Eleitoral consolidou o entendimento de que candidatos ligados a milícias, facções criminosas ou outras organizações armadas não podem participar das eleições quando existirem elementos concretos que demonstrem esse vínculo.

Segundo a ação, o objetivo é impedir que grupos criminosos utilizem o processo eleitoral para ampliar sua influência sobre instituições públicas, protegendo a liberdade de escolha dos eleitores e a igualdade de condições entre os candidatos.

Relacionadas

Deixe um comentário

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo