Como está corrida por apoio de pré-candidatos ao Governo do Rio

Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) anunciaram intenção de disputa pelo Palácio Guanabara

Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) anunciaram pré-candidaturas para a disputa ao Governo do Rio nas eleições deste ano.

Nos últimos dias, os políticos já fazem movimentos indicando a corrida por apoios para a disputa ao Palácio Guanabara.

Após a cúpula do PL bater o martelo pelo nome de Douglas Ruas, que ocupa o cargo de secretário estadual das Cidades, Paes reagiu com um aceno a São Gonçalo. Nas suas redes sociais, o prefeito do Rio relembrou o seu apoio financeiro ao município com a redistribuição de royalties do petróleo.

Paes destacou que o objetivo do repasse era melhorar a vida da população gonçalense e afirmou que continuará trabalhando pela cidade, que é governada pelo Capitão Nelson (PL), pai de Douglas Ruas.

O gesto ocorre em um momento de reposicionamento político na Região Metropolitana, onde Paes busca ampliar sua presença e influência. São Gonçalo tem o segundo maior colégio eleitoral do estado, com 650 mil eleitores, segundo o TRE.

O prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, declarou apoio público à chapa formada por Eduardo Paes e pela advogada Jane Reis (MDB). A manifestação foi feita nas redes sociais, após o anúncio oficial da composição entre PSD e MDB.

Aliados no Rio, rivais na disputa presidencial

O tabuleiro político do Rio de Janeiro ganhou um novo movimento estratégico para 2026. O MDB fluminense oficializou aliança com o prefeito Eduardo Paes, do PSD, para apoiá-lo na disputa pelo governo do estado. O acordo, no entanto, não se estende à eleição presidencial e cria um cenário de palanque dividido.

Enquanto Paes reafirma apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o MDB do Rio promete caminhar com o senador Flávio Bolsonaro, do PL, na corrida ao Palácio do Planalto.

Castro e Flávio Bolsonaro batem martelo por Ruas

Já a decisão do PL pela pré-candidatura de Douglas Ruas foi tomada em reunião onde estavam o governador Cláudio Castro, o senador Flávio Bolsonaro e o presidente estadual da sigla, deputado federal Altineu Côrtes.

Rogério Lisboa, ex-prefeito de Nova Iguaçu, foi confirmado como pré-candidato a vice. Lisboa chegou a ser cogitado como provável vice de Paes, mas acabou preterido pela advogada Jane Reis (MDB), irmã do presidente regional do MDB e ex-secretário estadual de Transportes, Washington Reis, cacique político em Duque de Caxias, terceiro colégio eleitoral do estado, com 621.720 eleitores.

Também ficou acertado que Castro disputará uma vaga no Senado. Para isso, terá de renunciar ao cargo até o início de abril, deixando o comando do Estado antes do fim do mandato. Com a saída, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) terá de eleger indiretamente um governador-tampão para administrar o Rio até dezembro. Esse candidato será anunciado mais à frente, como anunciou o blog de Ricardo Bruno.

Entre os nomes cogitados está o secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, apoiado por Castro. Já o grupo de Flávio e Altineu prefere que o próprio Ruas seja eleito indiretamente, chegando à campanha sentado na cadeira do Palácio Guanabara e com a máquina estadual sob seu controle.

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