Comissão de Orçamento da Alerj aprova contas do governo estadual de 2023

Relatório foi aprovado por maioria e seguirá para análise do plenário; deputado Luiz Paulo, que votou contrário, criticou polêmicas e falta de investimentos em ciência e tecnologia

A Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta quarta-feira (22) as contas do governo estadual referentes ao ano de 2023. O relatório, elaborado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/RJ), recebeu seis votos favoráveis e um contrário, do deputado Luiz Paulo (PSD), que optou pela rejeição das contas.

O texto aprovado pela comissão será convertido agora em um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para ser submetido à votação em Plenário, onde poderá ser confirmado ou rejeitado pelos demais parlamentares. Durante a sessão, Luiz Paulo justificou seu voto contrário citando três motivos principais.

Segundo ele, houve uma polêmica significativa no próprio Tribunal de Contas, onde o corpo instrutivo do TCE recomendava a rejeição das contas, mas foi vencido na votação.

“Se você lê as determinações, observações e fatos, são quase 90. Com tanta determinação e observação, evidentemente que as contas não vão bem, senão não precisaria haver tantas recomendações”, afirmou.

O deputado também destacou que as contas de 2023 estavam impactadas por questões relacionadas à descentralização administrativa para o Ceperj e para a Uerj. Além disso, apontou o descumprimento do limite constitucional de 2% das despesas destinadas a ciência e tecnologia, reforçando sua decisão de votar pela rejeição. “Eu estou votando em 2025, mas o voto está escrito desde 2023”, explicou Luiz Paulo.

O presidente da Comissão de Orçamento, deputado André Correa (PP), ressaltou a importância do trabalho da comissão na avaliação dos gastos públicos e comentou sobre a postura do colega Luiz Paulo. “Eu tenho um mandato a mais que o deputado Luiz Paulo e observei que, em todas as contas do governo e no orçamento, ele era voto divergente. Na minha gestão, pela primeira vez, ele não fez voto divergente nem na LDO nem no orçamento. Eu estava sentindo falta dessa primeira vez”, brincou Correa.

Em atualização.

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