A ministra da Saúde, Nísia Trindade, será convidada por deputados a participar da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle para prestar esclarecimentos sobre o evento da pasta que teve a apresentação de dança com a música ‘Batcu’, de Aretuza Lovi. Os pedidos aprovados na sessão desta quarta-feira foram apresentados pelos deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Evair Vieira de Melo (PP-ES).
Inicialmente, os parlamentares sugeriram a convocação de Nísia, o que tornaria a presença da ministra na Câmara obrigatória. No entanto, ao votar os requerimentos a comissão os transformou em convites, fazendo com que a ida ao Congresso seja opcional.
Nos pedidos, os parlamentares argumentam que querem saber a explicação do governo para a apresentação e se houve algum pagamento com recursos públicos para os profissionais envolvidos na dança de cunho erótico.
“O uso de recursos públicos para financiar evento que inclui dança erótica acarreta preocupações em relação à responsabilidade fiscal e à utilização adequada dos recursos dos contribuintes. Neste sentido, queremos, por meio deste requerimento, fiscalizar e garantir que os recursos públicos estão sendo utilizados de maneira ética e eficaz para atender às necessidades da sociedade”, diz o texto proposto por Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A dança que virou alvo de críticas aconteceu no 1º Encontro de Mobilização da Promoção da Saúde, evento realizado pelo Ministério da Saúde em Brasília, no início do mês. No trecho do vídeo que repercutiu nas redes sociais, uma mulher dança e rebola para a plateia. Em nota, a pasta lamentou o ocorrido e afirmou que adotaria medidas para que o episódio não se repita.
“A programação contou com a participação de sete grupos artísticos nos seus intervalos. Uma das apresentações surpreendeu pela coreografia inapropriada. O Ministério da Saúde lamenta pelo episódio isolado, que não reflete a política da Secretaria e nem os propósitos do debate sobre a promoção à saúde realizados no encontro, e adotará medidas para que não aconteça novamente”, disse a pasta.
Dias depois da repercussão, o Ministério da Saúde exonerou o diretor do Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde da pasta, Andrey Lemos, que assumiu a responsabilidade pela coreografia apresentada no evento.
Além dos convites para que Nísia participe da sessão, a comissão aprovou ainda dois pedidos de informações ao Ministério da Saúde relacionados ao 1º Encontro de Mobilização da Promoção da Saúde. Eles foram apresentados pelos deputados federais Junio Amaral (PL-MG) e André Fernandes (PL-CE).
A mesma reunião da Comissão de Fiscalização Financeira aprovou ainda o envio de convites de presença no colegiado para outros três integrantes do governo Lula. Também serão chamados os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, do Planejamento, Simone Tebet, e da Agricultura, Carlos Fávaro.
Quem também receberá um convite para participar da comissão é o assessor especial da Presidência da República Celso Amorim. Embora o colegiado tenha como atribuição discutir assuntos relativos a pautas contábeis relacionadas ao governo, o ex-chanceler foi chamado para falar sobre as ações do Planalto no conflito entre Hamas e Israel na Faixa de Gaza.
Com informações do GLOBO.





