Comerciante chinês preso por feminicídio é transferido de São Paulo para o Rio

Zhaohu Qiu, suspeito de matar jovem de 18 anos na Pavuna, teria confessado o crime e tentado fugir do país, segundo Polícia Civil e MPRJ

Zhaohu Qiu, comerciante de origem chinesa conhecido como “Xau”, foi transferido nesta terça-feira (17) de São Paulo para o Rio de Janeiro, onde é investigado por feminicídio contra a jovem Marcelle Júlia Araújo da Silva, de 18 anos. Segundo o g1, ele deve prestar depoimento ainda nesta noite na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), na Barra da Tijuca.

Qiu foi preso na cidade de Carapicuíba, na Região Metropolitana de São Paulo, após três dias foragido. Ele é apontado como o autor da morte de Marcelle, cujo corpo foi encontrado no sábado (14), enrolado em uma lona azul e com marcas de mordidas de cães da raça pit bull, em uma casa em obras pertencente ao suspeito na Pavuna, Zona Norte do Rio.

De acordo com a denúncia apresentada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a prisão temporária por 30 dias foi solicitada com base na possibilidade concreta de fuga. “Xau é estrangeiro e fugiu do local do crime, sendo provável e previsível que tente fugir do país para não responder por seus crimes”, diz trecho do documento aceito pela Justiça.

Imagens de câmeras de segurança ajudaram a embasar a acusação. Elas mostram o suspeito empurrando um carrinho coberto por uma lona azul na manhã do dia 14 de junho — o mesmo tipo de lona que envolvia o corpo da vítima. Testemunhas também relataram que Xau parou de atender o telefone e desapareceu da vizinhança logo após o crime.

O desaparecimento de Marcelle foi comunicado pela mãe à polícia no dia 14. A partir daí, amigas da jovem iniciaram buscas e localizaram o corpo no segundo andar da casa em obras de propriedade do suspeito. Elas contaram que precisaram sedar os cães que estavam atacando o cadáver para conseguir se aproximar.

Investigação se crime foi premetidado

As investigações indicam que o crime pode ter sido premeditado. Segundo uma testemunha, Xau vinha se desfazendo de seus pertences, incluindo o trailer onde vendia yakisoba. Um amigo da vítima afirmou à polícia que Xau era obcecado por Marcelle, embora ela nunca tivesse correspondido às investidas.

Outros depoimentos reforçam que o comerciante costumava organizar festas com bebidas alcoólicas e drogas, sempre com a presença de meninas mais jovens. Uma testemunha próxima relatou ainda que, em uma conversa por aplicativo, o próprio suspeito teria confessado o crime com a frase: “Já matei, agora vou me matar”.

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