Os comandantes dos Corpos de Bombeiros Militares em todo o território nacional solicitaram à Força Aérea Brasileira (FAB) para auxiliar no envio de tropas e recursos para apoiar as operações de resgate e transporte de suprimentos no estado do Rio Grande do Sul. A cooperação da FAB é considerada crucial para agilizar o transporte de equipamentos, especialmente de especialistas em operações de salvamento em desastres e cães farejadores.
Enquanto aguardava o apoio da Força Aérea, o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro esperou dois dias antes de enviar reforços por via terrestre, resultando no envio de uma equipe de 54 bombeiros que chegou ao RS nesta segunda-feira. No entanto, para estados mais distantes, como Sergipe, o envio terrestre não é viável, dada a distância de seis dias de viagem até o Sul do país.
O pedido, assinado pelos principais comandantes, será entregue pelo presidente do Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (Ligabom) ao ministro da Defesa, em Brasília, ainda nesta terça-feira. A decisão foi tomada em uma reunião proposta pelo secretário de Estado de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), coronel Leandro Monteiro.
O coronel Monteiro enfatizou a importância do apoio da União, destacando que, em situações de emergência como essa, cada minuto é crucial. Ele ressaltou que os bombeiros de todo o país estão prontos para cumprir sua missão, conforme expresso no lema da corporação: ‘Vida Alheia e Riquezas Salvar’.
Além disso, acrescentou que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, está alinhado com os membros do Consórcio de Integração dos Estados do Sul e Sudeste (Cosud) quanto à relevância do auxílio da FAB.
Monteiro salientou a necessidade urgente de apoio aéreo, ressaltando que, embora ainda haja esperança de encontrar sobreviventes nos escombros, é crucial agir rapidamente.
— O apoio aéreo é extremamente necessário, o quanto antes. Temos histórico de vítimas encontradas com vida sob os escombros depois de vários dias. Ainda há esperança. Mas temos que agir rápido — afirmou Monteiro.
Com informações de O Globo.





