Leonel de Esquerda quer impedir atuação da GM armada em fiscalização de camelôs e sem-tetos

Vereador pediu à bancada do PSD para aprovar emendas que retiram população de rua e camelôs

Signatário pelo PT da emenda que adiou a votação do Projeto de Lei Complementar (PLC) para armar a Guarda Municipal, o vereador Leonel de Esquerda (PT) voltou a disparar contra o armamento da Guarda Municipal carioca no dia em que a matéria será votada. O pronunciamento ocorreu após a volta à Casa dos secretários municipais , vereadores Tainá de Paula (PT) e Márcio Santos (PV) – convocados para garantir a aprovação da proposta em plenário.

As exonerações temporárias foram causadas pela ‘rebeldia’ de parlamentares da base, que não votaram com o Governo e ainda por cima, assinaram a emenda que adiou a primeira votação no dia 22 de maio. Outra petista que assinou o material contrário ao trâmite imediato do PL, Maíra do MST, se pronunciou em plenário posteriormente, queixando-se do Partido Liberal, que aprovou a modificação de Lei Orgânica, que permitiu armamento da corporação, viabilizando a Força de Segurança Armada.

Leonel disse que a Guarda Armada pode perseguir camelôs e pessoas em situação de rua e, por isso, pediu à bancada do PSD, partido do prefeito e de maior número na casa, para acolher as emendas que excluem fiscalização do grupamento armado a ambulantes e sem-tetos. Isso, disse, garantiria a ‘coerência do partido’.

A fala de Leonel sofreu críticas de três vereadores do PL, incluindo o líder do partido na Casa, Rogério Amorim, que acusou Leonel de ter cedido por conta de cargos do partido na Prefeitura. Para ele, o PLC vai resultar no fim da Guarda Municipal. Já Rafael Satiê ironizou o perfil “identitário” do discurso de Leonel.

Leonel retornou à tribuna e garantiu que o PT está unido em “minimizar” os impactos da Força de Segurança Armada aos mais vulneráveis.

“A Guarda está precarizada, não tem como entregar arma a estes agentes”, rebateu.

Já Pedro Duarte (Novo) criticou o anúncio do processo seletivo dos agentes da Guarda Armada, feito por Paes, antes de acontecer a primeira discussão do projeto. Duarte classificou como “falta de carinho” do líder do Executivo com a Casa. Já o líder de Governo, Márcio Ribeiro (PSD), acusou oposição de criar emendas que “travam o projeto”, alegando que não resolve o problema da cidade e das pessoas.

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