Com apoio da Alerj, Fiocruz lança primeiro edital no Brasil focado em saúde integral nas favelas

As inscrições para participar do edital foram abertas no dia 2 de janeiro e vão até dia 2 de fevereiro.

Até o dia 2 de fevereiro, organizações sociais interessadas poderão participar do novo edital do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A estimativa é de R$ 5,5 milhões para quem atuar na promoção integral à saúde em favelas do estado. No ano passado, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou a liberação de R$ 25 milhões por emenda ao orçamento do Estado para a ampliação desse plano.

Em tese, esse recurso também poderá auxiliar a fundação nesse processo. Em dezembro, a Fiocruz inaugurou o evento “Favela Produz Saúde”, na quadra da Mangueira, onde apresentou resultados e realizou o novo chamamento para o programa. Além da Alerj, essa articulação contou também com a UFRJ, a PUC-RJ, a Uerj, a SBPC e a Abrasco.

“A Fiocruz se sente muito honrada em fazer parte desse projeto, não como protagonista, mas como parceira. A nossa experiência em trabalhar com favelas é sempre enriquecedora e de aprendizado. A pandemia reforçou essa crença de que política pública se faz em conjunto com aquele que é o objeto dela”, disse Mário Moreira, o presidente da Fiocruz.

Pelos dados, o plano beneficiou 325 mil pessoas em 90 projetos apoiados em 18 municípios, 136 favelas e territórios de periferias. Foram realizadas em 2023, 135 visitas aos projetos em comunidades, compactuando com uma estratégia participativa e de construção de diálogo. Também houve a distribuição de 400 toneladas de alimentos.

A Secretaria de Estado de Saúde informou que este mês começam os trâmites administrativos para definir como será o encaminhamento da verba da Alerj. Para o presidente da Comissão de Saúde da Casa, deputado Tande Vieira (PP), essa iniciativa é fundamental para incrementar a saúde primária, em especial na capital.

“Iniciativas como esta precisam ser apoiadas, como a ALERJ vem fazendo, porque contribuem com o preenchimento de uma lacuna deixada pela baixa cobertura da Atenção Primária em Saúde na capital. O aumento do número de equipes anunciado pela prefeitura nos últimos dias, ainda que tardio, também precisa ser celebrado. Agora é necessário que a sociedade acompanhe para que a demanda represada seja atendida e para que o edital contemple projetos que realmente apoiem a promoção da saúde nas comunidades carentes”, disse o parlamentar.

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