O Brasil enfrenta este ano uma crise sem precedentes no combate à dengue, com mais de 1,8 milhão de casos registrados no país até o momento. De acordo com os dados atualizados pelo Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde nesta segunda-feira (18), foram reportados 1.889.206 casos prováveis e confirmados da doença nas primeiras onze semanas de 2024, marcando uma taxa alarmante e inédita.
Esse número representa o maior registro desde o início da série histórica, em 2000. O recorde anterior foi estabelecido em 2015, com 1.688.688 casos prováveis. O ano de 2023 também se destacou, registrando 1.658.816 casos no mesmo período.
Comparativamente, no ano anterior, o Brasil havia contabilizado 400.197 casos em menos de três meses, evidenciando um aumento significativo na incidência da doença.
Além dos números preocupantes de casos, também há um aumento nos óbitos relacionados à dengue. Desde janeiro, 561 mortes foram confirmadas, enquanto outras 1.020 estão sob investigação. Em 2023, foram registrados 257 óbitos entre as semanas 01 e 11.
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 75% dos focos de reprodução do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, são encontrados nos domicílios. Esses criadouros estão presentes em recipientes como vasos de plantas, garrafas retornáveis, bebedouros e materiais armazenados em depósitos de construção.
O infectologista Kleber Luz, consultor da OMS, destaca a importância do controle vetorial e da conscientização da população sobre os riscos da dengue. Ele ressalta a necessidade de ações educativas, disponibilização de larvicidas e distribuição de inseticidas pelos gestores de saúde.
Luz alerta ainda que a dengue pode ser fatal, afetando pessoas de todas as idades e condições de saúde. Diante dos primeiros sintomas, é fundamental buscar atendimento médico para diagnóstico e tratamento adequados, pois a infecção pode evoluir rapidamente, culminando em óbito em questão de dias.
Com informações do g1





