A corrida presidencial na Colômbia entrou em estado de alerta após o presidente Gustavo Petro afirmar que o senador Alexander López foi alvo de um atentado a tiros nesta terça-feira (19), a menos de duas semanas das eleições presidenciais do país.
Segundo Petro, o ataque teria sido praticado por integrantes de grupos narcotraficantes ligados a dissidentes armados. O presidente afirmou que o veículo blindado usado pelo senador foi atingido por disparos de fuzil durante deslocamento em uma área marcada pela atuação de organizações criminosas.
“O veículo blindado do senador Alexander López foi alvejado por disparos de fuzil”, escreveu Petro em publicação nas redes sociais.
Ataque em área dominada pelo narcotráfico
De acordo com o presidente colombiano, o senador havia trocado de carro pouco antes do atentado por questões de segurança, o que teria evitado consequências mais graves.
O prefeito de Santander de Quilichao, que seguia na mesma rota, também teve o veículo atacado.
Segundo Gustavo Petro, o atentado ocorreu próximo a uma região onde um grupo armado já havia realizado ataques com explosivos em abril, deixando 21 civis mortos.
Escalada da violência
A violência política vem crescendo na Colômbia às vésperas da eleição presidencial marcada para 31 de maio.
Na última sexta-feira, dois integrantes da campanha presidencial do candidato de direita Abelardo de la Espriella foram mortos a tiros em uma área rural do departamento de Meta.
Segundo a equipe do candidato, Rogers Mauricio Devia e Eder Fabián Cardona foram emboscados por homens armados em motocicletas enquanto transportavam material de campanha.
A Defensoria Pública da Colômbia classificou os episódios como “extremamente graves” e alertou para riscos ao exercício democrático durante o período eleitoral.
Candidatos sob ameaça
A segurança pública se tornou um dos principais temas da eleição presidencial colombiana.
Além de Alexander López, outros políticos afirmaram ter recebido ameaças recentes. Entre eles estão o senador de esquerda Iván Cepeda, apoiado por Gustavo Petro, e os candidatos de direita Paloma Valencia e Abelardo de la Espriella.
Todos passaram a reforçar seus esquemas de segurança diante do aumento dos atentados e assassinatos políticos no país.
Críticas à política de segurança
A oposição colombiana acusa o governo Petro de ter enfraquecido o combate aos grupos armados por meio da política conhecida como “paz total”, que previa negociações com organizações criminosas e guerrilhas.
Segundo adversários do governo, o fracasso das negociações permitiu o fortalecimento do narcotráfico e da atuação de grupos armados em regiões estratégicas para o tráfico de cocaína.
A Colômbia continua sendo o maior produtor mundial de cocaína. Dados recentes apontam aumento das plantações de coca durante o governo Petro, em meio ao crescimento da violência ligada ao narcotráfico.






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