O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que fiscaliza o Poder Judiciário, confirmou por unanimidade o afastamento do juiz Sandro Nunes Vieira (Foto), da 1.ª Vara Federal de Paranaguá, no Paraná, por suspeita de envolvimento na campanha do Partido Liberal para desacreditar as urnas eletrônicas.
O magistrado foi afastado das funções no mês passado por ordem do ministro Mauro Campbell, corregedor do CNJ, e agora a decisão foi referendada pelos demais conselheiros.
A votação ocorreu em sessão reservada nesta terça-feira, 10, já que o processo disciplinar tramita em sigilo. A transmissão ao vivo foi interrompida e o plenário do CNJ esvaziado.
O Estadão pediu posicionamento da defesa do magistrado. Em nota divulgada previamente, ele afirmou que, como juiz, não emite opiniões públicas ou juízo de valor sobre processos de conotação política.
O juiz Sandro Vieira foi citado no relatório final do inquérito do golpe tramado por Bolsonaro, elaborado pela Polícia Federal, que levou ao indiciamento do ex-presidente e de 36 aliados.
O relatório da Polícia Federal afirma que Sandro Vieira “atuou de forma ilegal e clandestina, ao assessorar o Partido Liberal na representação eleitoral contra as urnas eletrônicas”.
Com informações do blog do repórter Fausto Macedo, no jornal Estado de São Paulo, Estadão





