CNJ afasta juíza eleitoral que atacou STF e fez postagens contra o PT; “Eles novamente não”

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou na última terça-feira (10) o afastamento e abriu um processo administrativo disciplinar contra a juíza Regiane Tonet dos Santos, após a magistrada fazer publicações com teor político nas redes sociais. O PT recorreu ao Judiciário depois de ser alvo das postagens. Em uma das postagens, a juíza “fez…

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou na última terça-feira (10) o afastamento e abriu um processo administrativo disciplinar contra a juíza Regiane Tonet dos Santos, após a magistrada fazer publicações com teor político nas redes sociais.

O PT recorreu ao Judiciário depois de ser alvo das postagens. Em uma das postagens, a juíza “fez pedido de voto contra o PT”, escrevendo “Eles novamente, não…”. Também disse que o “STF se acovardou, a justiça sucumbiu”, compartilhando uma matéria que chama Cármen Lúcia de “incapaz de dirigir uma reunião de condomínio, gagá e confusa”. As informações foram publicadas nesta quinta-feira (12) pelo portal UOL. 

De acordo com a reclamação do partido, escrita em dezembro de 2019, a juíza quebrou “a necessária imparcialidade político-partidária para o exercício da judicatura eleitoral, especialmente diante da proximidade das eleições municipais de 2020”.

Segundo o advogado Luiz Eduardo Peccinin, que defende o PT e assina a reclamação, as postagens feitas pela juíza revelaram “uma ofensa à respeitabilidade de toda a magistratura”.

“Uma decisão como essa jamais pode ser comemorada, já que os fatos trazidos revelam uma ofensa à respeitabilidade de toda a magistratura. De qualquer modo, o CNJ existe para isso, garantir que a conduta dos magistrados respeite a imparcialidade esperada do Judiciário e especialmente o afastamento político-partidário daqueles que exercem a jurisdição eleitoral”, disse.

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