CNJ diz que houve “gestão caótica” no controle de valores dos acordos de colaboração na Lava Jato

Um relatório parcial da correição extraordinária realizada na 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela Lava Jato, foi divulgado hoje pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A correição também incluiu gabinetes de integrantes da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. No relatório, o CNJ diz que encontrou “uma gestão caótica no controle…

Um relatório parcial da correição extraordinária realizada na 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela Lava Jato, foi divulgado hoje pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A correição também incluiu gabinetes de integrantes da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. No relatório, o CNJ diz que encontrou “uma gestão caótica no controle de valores oriundos de acordos de colaboração e leniência” firmados pelo Ministério Público Federal e homologados pela 13ª Vara Federal.

As correições são abertas para identificar erros e eventuais excessos cometidos por magistrados em todas as fases dos processos judiciais, conforme o CNJ. A fiscalização começou em maio deste ano após o CNJ receber mais de 30 reclamações disciplinares contra juízes que atuaram na Lava Jato e desembargadores do TRF-4.

“Os trabalhos da Corregedoria indicam, até aqui, possíveis irregularidades relacionadas aos fluxos de trabalho desenvolvidos durante as investigações e ações penais da Operação Lava Jato”.

Ainda segundo o CNJ, a auditoria identificou “ações e omissões que indicariam um agir destituído quanto ao zelo exigido dos magistrados nos processos, que conferiram destinação a valores de colaborações e acordos de leniência para a Petrobras e outras entidades privadas”.

O CNJ apura a gestão de R$ 2,5 bilhões arrecadados pela Lava Jato de 2015 a 2018. O dinheiro foi pago à Petrobras pelas empreiteiras investigadas, mas o Ministério Público Federal tentou criar uma “fundação” para receber os recurso, o que acabou barrado pelo Supremo Tribunal Federal.

O relatório aponta ‘ações e omissões’ da Lava Jato e da Justiça Federal, que homologou os acordos. De acordo com o documento, as partes envolvidas teriam agido para destinar o dinheiro ao “interesse exclusivo da força-tarefa”.

Com informações do G1 e do UOL

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