O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu afastar o juiz federal Sandro Nunes Vieira, que atua na 1ª Vara Federal de Paranaguá (PR), após ele ser mencionado em investigações da Polícia Federal relacionadas a uma tentativa de golpe de Estado. Como informa Bela Megale, em O Globo, o magistrado é suspeito de estar envolvido na elaboração de um relatório do Instituto Voto Legal, que continha críticas à credibilidade das urnas eletrônicas e serviu de base para a representação do PL que contestou os resultados do segundo turno das eleições de 2022, em que Jair Bolsonaro (PL) foi derrotado.
A corregedoria do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) já havia iniciado uma sindicância para apurar as acusações contra Vieira. Com a determinação do CNJ, o tribunal deu prosseguimento ao afastamento do juiz durante a investigação dos fatos.
Além disso, a Polícia Federal revelou que mensagens do celular de Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro, indicam que Vieira solicitou ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que seu nome não fosse mencionado como colaborador do documento que questionava a lisura do pleito. A PF destacou que essas mensagens sugerem que o juiz teria atuado “de forma ilegal e clandestina” ao prestar assessoria ao partido de Bolsonaro.
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