Mensagens atribuídas à Laís Gabriela Barbosa da Cunha, presa após tentar esfaquear o cabeleireiro Eduardo Ferrare em um salão de beleza na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, indicam que ela já havia feito ameaças ao profissional semanas antes da agressão registrada na última terça-feira (5).
As conversas, divulgadas nas redes sociais pela advogada do cabeleireiro, mostram ofensas e ameaças enviadas por WhatsApp após a cliente reclamar do resultado de um procedimento capilar realizado no salão.
Em uma das mensagens, enviada em 14 de abril, a mulher escreveu: “Minha vontade era de ir aí e colocar fogo em você”. Em outro trecho, chamou o profissional de “viado desgraçado” e afirmou que ele teria cortado seu cabelo sem autorização.
Agressão premeditada
Segundo a defesa de Eduardo Ferrare, o conteúdo reforça a hipótese de que a agressão foi premeditada. A advogada Quecia Montino afirmou que a cliente passou a agir de maneira hostil após o salão negar o pedido de devolução do valor pago pelo serviço.
De acordo com a versão apresentada pelo estabelecimento, Lais Gabriela esteve no salão em 7 de abril para fazer mechas no cabelo e desejava ficar “extremamente loira”. Os profissionais teriam recomendado uma técnica menos agressiva aos fios, conhecida como “morena iluminada”, além de tratamentos capilares e corte para preservar a saúde do cabelo.
Ainda segundo o salão, a cliente recusou os procedimentos adicionais por não poder arcar com os custos extras, realizando apenas as mechas.
Reclamações um mês depois
Cerca de um mês depois, ela retornou ao local reclamando do resultado e pedindo reembolso. Após a negativa, teria se exaltado e atacado o cabeleireiro com uma faca de cozinha. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da agressão.
A defesa de Ferrare afirma ainda que a agressora declarou aos policiais que havia ido ao salão para “matar esse viado desgraçado”, o que pode indicar motivação homofóbica no ataque.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o caso foi registrado como lesão corporal, ameaça e autolesão no 91º Distrito Policial e encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim). A mulher foi detida e confessou o crime.
Nas redes sociais, Eduardo Ferrare criticou a repercussão do caso e afirmou se sentir desamparado. “Mesmo após uma tentativa de assassinato, precisamos assistir à impunidade”, escreveu.






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