Ricardo Bruno
O governo do Rio não tem como pagar à União este ano os R$ 6,7 bilhões previstos no Acordo de Recuperação Fiscal. Se nada de novo tivesse acontecido, este já seria um compromisso que não teria como ser atendido sem o sacrifício do funcionamento básico da estrutura governamental. Ocorre que há fato novo: por não cumprir à risca as regras impostas pelo Tesouro, o Rio recebeu uma espécie de multa de cerca de R$ 2 bilhões, valores cuja liquidação fora antecipada para este ano.
Se tiver de pagar R$ 8,7 bilhões este ano, o Rio quebra com risco de atraso de salários e corte de pagamento dos fornecedores. A situação é gravíssima.
Por esta razão, o governador Cláudio Castro convocou a bancada federal fluminense, hoje, às 9h30m, no Palácio Laranjeiras, para discutir a questão. A ideia é buscar uma saída política junto ao governo federal ou/e em paralelo judicializar a questão, sob a justificativa de que a cobrança de juros não é competência da União ,mas sim do sistema financeiro nacional,
— Estamos afogados com a água a 30 centímetros abaixo do pescoço, com a multa ficamos a 40 centímetros. Não muda muito – define uma fonte do Guanabara, que reitera a gravidade do problema.





