Cláudio Castro contesta que Estado do Rio esteja entre os locais mais violentos do país: ‘Está longe, mas fama vende likes e notícias’

O Estado do Rio está “longe de ser o local mais violento” do Brasil. Segundo o governador Cláudio Castro, “há uma fama” sobre a região que “vende likes e notícias”.  O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, disse em entrevista ao Estúdio i, da Globonews, que basta olhar as estatísticas sobre violência no país:…

O Estado do Rio está “longe de ser o local mais violento” do Brasil. Segundo o governador Cláudio Castro, “há uma fama” sobre a região que “vende likes e notícias”.

 O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, disse em entrevista ao Estúdio i, da Globonews, que basta olhar as estatísticas sobre violência no país:

— É só a gente olhar o anuário da segurança que você vai ver que o Rio de Janeiro é longe de ser o local mais violento. Você tem a Bahia e o Ceará. Das vinte cidades mais violentas [do país], só duas são do Rio de Janeiro. Se eu não me engano, Queimados e Itaguaí, que nem sequer são na capital que se fala tanto. Então, há uma fama. Infelizmente, o Rio de Janeiro passa por uma fama e isso vende likes, vende notícias, isso é extremamente divulgado. Ninguém, estado nenhum, cidade nenhuma, é tão eviscerado com os seus problemas como o Rio de Janeiro é. Não quer dizer que não tenham problemas, é óbvio que tem, mas eu não tenho dúvidas de que não é assim. Outro dia tinha que 90 e poucos por cento do território é dominado, e isso não existe. Isso é uma fake news, uma maldade com o Rio de Janeiro — afirmou Castro.

Ainda de acordo com o governador, há uma falha nos dados sobre a segurança pública no Rio. Para ele, o estado se compara a outras cidades como Paris e Nova Iorque. O governador também ressalta que existe uma carência de dados centralizados e unificados.

— Pega um estudo de segurança pública, ou seja, os dados são públicos, e faz um recorte turístico. Você vai ver que é compatível com cidades como Paris e Nova Iorque. Então, não existe essa questão de que o Rio é completamente dominado, mas eu concordo que isso é uma falha nos dados. Nós trabalhamos hoje com o Instituto de Segurança Pública, que é extremamente confiável, fica embaixo da Casa Civil, não fica nas forças de segurança pública para que seja completamente isento. Os dados da segurança pública, corroborados pelo anuário de segurança pública, mostram que carecemos sim de uma questão de dados centralizados e unificados para que a gente possa entender a verdadeira realidade da segurança pública — disse Castro.

Durante a entrevista, Castro destacou que a Secretaria de Segurança Pública não faz a menor falta. A secretaria foi extinta em janeiro de 2019 pelo então governador Wilson Witzel em meio à intervenção federal na segurança pública.

— Tanto é que os números sem ela [Secretaria de Segurança Pública] são muito melhores do que quando ela existia — alegou Castro.

Antes, o governador afirmara que a instituição era um “órgão iminentemente político” do qual “vários saíram dali para ser deputados federais e deputados estaduais”. Castro conta que a autonomia das polícias tem sido “muito bem trabalhada” e que as corregedorias das corporações têm trabalhado internamente.

Para o governador, corregedorias externas seriam duras “até demais” com as polícias que, ele defende, estão “atingindo um grau de maturidade” sem a mediação de uma secretaria de segurança e com corregedoria interna.

Moradores do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, e quem costuma passar pela Avenida Brasil deverão perceber, a partir da próxima semana, mudanças no esquema de policiamento.

Foi o que anunciou nesta segunda-feira o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, que assinou a autorização para o envio de 300 agentes da Força Nacional ao Rio. Também serão deslocados 270 policiais rodoviários federais. Além disso, o estado tem R$ 247 milhões disponíveis em recursos da União para o combate à violência, entre os quais R$ 95 milhões destinados à construção de dois presídios de segurança máxima, como pediu o governador Cláudio Castro.

Os agentes da Força Nacional virão de diferentes pontos do país para “viabilizar o enfrentamento de atividades que impactam na segurança pública”. Com o apoio de 50 viaturas, eles vão atuar no entorno da Maré, enquanto as polícias estaduais farão as incursões na comunidade. A medida foi anunciada após o Fantástico, da TV Globo, divulgar imagens de aulas de táticas de guerrilha num centro de treinamento do tráfico.

A investigação da Polícia Civil sobre o “curso” para os bandidos identificou 1.125 suspeitos, que tiveram a prisão pedida no inquérito. A Força Nacional é composta por bombeiros, policiais civis e militares e peritos de diferentes estados.

— A ideia é que a Maré seja o início, que isso se irradie para outras comunidades e que possamos prender lideranças e fazer asfixia financeira dessas organizações criminosas, seja milícia, facção A ou facção B. A questão do tempo não foi definida e nem tem prazo, será um diálogo permanente entre as forças estaduais e federais. O que nós imaginamos é que o processo de investigação se irradie para outras áreas — disse Castro após se encontrar com Dino, em Brasília.

Com informações de O Globo.

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