O governador Cláudio Castro (PL), o presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), e o prefeito de Maricá, Fabiano Horta, estiveram juntos nesta quinta-feira, em Maricá, para o lançamento do maior projeto empresarial voltado ao turismo no Estado do Rio nos últimos anos. O resort Maraey terá investimento na ordem de R$ 11 bilhões, com arrecadação de impostos de R$ 7,2 bilhões durante os primeiros 14 anos (construção e consolidação de vendas) e mais R$ 1 bilhão anual na operação. A previsão é de geração de 36 mil empregos quando estiver em pleno funcionamento.
É a primeira vez que Cláudio Castro volta a Maricá, após a visita realizada há dois meses para a distribuição dos recursos da concessão da Cedae. Na ocasião, a clima descontraído do encontro permitiu especulações sobre uma eventual aproximação política entre os petistas, que comandam Maricá há 13 anos, e o governador. Nada, entretanto, foi confirmado, embora permaneça cada vez mais intensa a colaboração administrativa entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Maricá.
A cerimônia de lançamento do complexo hoteleiro foi realizada próximo à comunidade Zacarias, onde cerca de 200 famílias de pescadores serão beneficiadas pela regularização fundiária, com cessão de título de propriedade e entrega de escritura definitiva aos moradores. A IDB Brasil, responsável pelo projeto, informou que incentivará, ainda, a cultura e a pesca locais, com programas de recuperação da Lagoa de Maricá, de repovoamento de espécies nativas e de resgate e de divulgação da memória familiar de Zacarias, através da criação da Casa do Pescador Artesanal.
A IDB Brasil estima a geração de mais de 50 mil empregos durante os próximos 14 anos no megaempreendimento, que contará com quatro hotéis cinco estrelas com potencial para receber, em média, 300 mil turistas por ano. O Maraey contará com um luxuoso eco-boutique resort, um resort temático de luxo, um hotel desenhado para ser o mais icônico resort de convenções à beira-mar do país e o Maraey Golf Resort, ao redor de um campo de golfe sustentável de padrão internacional de 18 buracos.
Com uma ocupação predial de apenas 6,6% do terreno, será criada dentro do empreendimento a segunda maior Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) de restinga do Estado do Rio. O projeto inclui ainda um centro de pesquisas ambientais que conta com o apoio de renomadas instituições acadêmicas como UFRJ, UFF, UFRRJ, UFES e FURG.
O projeto oferecerá ainda novas moradias de diferentes tipologias (multifamiliar, duplex e vilas) com serviços integrados como escola, hospital, shopping e negócios, além de inúmeras atividades de lazer e esportivas. Maraey inclui ainda uma universidade de hotelaria de padrão internacional, o que deverá posicionar Maricá como um polo de formação especializada na América Latina.
Ainda de acordo com a empresa, Maraey é o primeiro destino turístico de iniciativa privada do mundo a assinar com o selo Biosphere, que conta com o apoio e o reconhecimento da Organização Mundial de Turismo (OMT) e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Com a certificação, o projeto assume o compromisso de se desenvolver alinhado aos 17 objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS) e às mais recentes diretrizes da Conferência do Clima de Paris.
A sustentabilidade também será premissa da mobilidade no complexo. Com área total de 840 hectares, Maraey terá a maior ciclovia em empreendimentos privados no Brasil, com 20km de extensão, além de incorporar o sistema de bicicletas compartilhadas e incentivar o uso de transporte sustentável com carros elétricos e híbridos para deslocamento de turistas e residentes.






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